Fevereiro Roxo e Laranja: campanhas destacam que cuidado, informação e solidariedade salvam vidas

O mês de fevereiro é marcado por duas relevantes campanhas de conscientização em saúde pública: o Fevereiro Roxo e o Fevereiro Laranja. De forma complementar, essas iniciativas chamam a atenção para doenças crônicas, autoimunes e oncológicas, ressaltando a importância da informação, do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e da solidariedade como instrumentos fundamentais para salvar vidas.

O Fevereiro Roxo é dedicado à conscientização sobre três doenças que ainda não têm cura: Lúpus, Fibromialgia e Alzheimer. A campanha tem como objetivo ampliar o debate público sobre condições que afetam milhões de brasileiros e que, muitas vezes, permanecem invisibilizadas. O movimento reforça a necessidade do diagnóstico precoce, do acompanhamento contínuo, do acesso ao tratamento adequado e do acolhimento não apenas dos pacientes, mas também de seus familiares, adotando o lema: “Se não houver cura, que haja conforto”.

O Lúpus é uma doença crônica caracterizada pela produção excessiva de anticorpos pelo organismo. Esses anticorpos passam a atacar tecidos saudáveis, provocando inflamações que podem atingir rins, pulmões, pele e articulações.

Já a fibromialgia é uma síndrome marcada por dores generalizadas, especialmente na musculatura, com duração superior a três meses, sem evidências de inflamação nos locais afetados. Além da dor, os pacientes podem apresentar sintomas como fadiga, distúrbios do sono, alterações de memória e atenção, ansiedade, depressão e problemas intestinais. A condição é mais comum em mulheres, principalmente entre 30 e 50 anos de idade.

O Alzheimer, por sua vez, é uma doença neurodegenerativa e progressiva que acomete, em sua maioria, pessoas com mais de 65 anos. Ela compromete diversas funções cognitivas, como memória, linguagem, raciocínio, humor, comportamento e percepção da realidade. O sintoma inicial mais comum é a perda da memória recente. Com o avanço da doença, surgem manifestações mais graves, como a perda da memória remota, irritabilidade, dificuldades na linguagem e prejuízos na orientação espacial e temporal.

Para o Defensor Público Federal André Naves, especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social, a campanha exerce um papel essencial ao combater o estigma e estimular a empatia. “São doenças que impactam profundamente a vida das pessoas e exigem políticas públicas integradas que garantam cuidado, dignidade e proteção social. A informação é uma ferramenta poderosa na defesa de direitos”, destaca.

O Fevereiro Laranja, por outro lado, é voltado à prevenção e ao combate à leucemia, enfatizando a importância do reconhecimento precoce dos sinais da doença, fator determinante para o sucesso do tratamento. A campanha também incentiva a doação de medula óssea, um gesto solidário que pode representar a chance de cura para milhares de pessoas que aguardam um transplante.

A leucemia é um tipo grave de câncer que afeta os glóbulos brancos e, na maioria dos casos, tem origem desconhecida. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 10 mil novos casos da doença são diagnosticados anualmente no Brasil. Entre os principais sintomas estão anemia, palidez, sonolência, fadiga, palpitações, manchas roxas ou pontos vermelhos na pele, gânglios linfáticos inchados, perda de peso, febre e dores nas articulações e nos ossos. O tratamento geralmente envolve quimioterapia.

De acordo com André Naves, incentivar a doação de medula óssea é uma responsabilidade coletiva. “Trata-se de um ato de solidariedade que salva vidas. Cabe ao Estado e à sociedade ampliar o acesso à informação e facilitar o cadastramento de doadores”, ressalta.

As campanhas Fevereiro Roxo e Laranja reforçam que saúde, acolhimento e solidariedade são pilares fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa, humana e inclusiva.

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