Exatamente quando o país vive uma de suas mais importantes eleições, onde a esperança do brasileiro está voltada para a disputa eleitoral que escolherá o novo presidente da República, estamos vivenciando uma campanha eleitoral que certamente é mais imprevista da história política nacional.
Fatores extraordinários e não ligados ao debate das propostas estão alterando os rumos do pleito. Fatos novos como o ataque contra a vida do candidato a presidente do PSL, Jair Bolsonaro, e substituição da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, mudaram os rumos do pleito alterando o resultado das pesquisas eleitorais.
Lamentavelmente estamos entrando num cenário em que o país está se dividindo entre extrema direita e extrema esquerda, onde ao invés de buscarmos as soluções para os problemas de forma pacífica tenhamos que nos sujeitar a ver um postulante ao cargo máximo da política nacional ser vítima de um ataque à faca.
O que menos interessa ao Brasil neste momento é que tenhamos uma disputa onde que leve nosso país a ser uma Venezuela no futuro.
Precisamos de soluções para o grave descontrole das contas públicas onde o governo federal tem gastado mais do que arrecada há vários anos e tem com isso comprometido o futuro da Nação.
É impossível continuarmos neste ritmo de irresponsabilidade administrativa onde ficamos protelando as tão sonhadas reformas necessárias para a mudança na vida das pessoas para nos preocuparmos com temas de menor relevância, como a sexualidade das pessoas.
O Brasil precisa de governantes que nos deem respostas para a falta de investimentos e desindustrialização do país, para como melhoraremos a nossa educação e os serviços de saúde do país e para como geraremos empregos para acolher os milhões de desempregados existentes no país.
Enquanto nossos políticos perdem tempo com coisas menores, com disputas radicais, milhões de pessoas ficam sem resposta para seus verdadeiros problemas. Não podemos mais continuar vendo as indústrias nacionais terem que passar a divisa do Brasil e procurar outros países para produzir os produtos que são vendidos no nosso mercado interno.
Como explicar que centenas de indústrias brasileiras já contam como novas unidades fabris no Paraguai, a poucos metros do território nacional? Como explicar que o país que é um dos maiores produtores agrícolas do mundo ainda tenha que importar quase 50% do trigo que é consumido pela indústria da panificação local?
Espera-se que com a reta final dos debates da eleição tenhamos a oportunidade de ver o que pensam efetivamente os candidatos mais bem avaliados pelas pesquisas sobre temas que afetarão a vida dos brasileiros para os próximos anos.
De outra forma vamos ver um país dividido entre direita e esquerda e brigando por temas que em nada alterarão a vida da imensa maioria dos brasileiros.









