Gratidão

Que crise, hein! Alguém imaginava que em plena era do aumento da longevidade, a morte bateria à porta do mundo?
O começo foi um verdadeiro “salva-se quem puder” e aos poucos a coisa foi se ajeitando sob a alternativa digital.
As plataformas digitais já estavam num processo acelerado de dominação planetária, e a Pandemia apenas colocou alguns passos à frente.
Tudo está mais digital. Tenho conversado com minha avó de 86 anos através da chamada de vídeo no whatsapp. Ela, que mal escreve o nome, virou uma quase Youtuber. O carinho é o mesmo, então, talvez, a transformação não é o meio, e sim a gente.
Estamos mudando, pessoas e empresas, por necessidades, porém, fica apenas uma dúvida: as plataformas digitais já estavam disponíveis, mas por que não fazíamos antes com a mesma intensidade?
Essa pandemia é terrível e gera medo e apreensão em todos, seja contaminados ou não. Sem vacina, não há outro remédio a não ser o distancia-mento social.
Para a sobrevivência de todos, o caminho é o olhar social e coletivo. Se o cara da frente se ferrar, talvez não demore muita para chegar a nossa vez. Estou na linha de frente, mas sem muito contato com as pessoas.
Nossa função é colher as informações de todas as ações da Pandemia e transformá-las em peças de comunicação simples e de fácil entendimento.
A tomada de decisão é de extrema complexidade é exige sabedoria, equilíbrio e bom senso. Qualquer atitude afetará grupos de pessoas e também críticas e elogios, que não devem ser postos à balança quando o objetivo é o de salvar vidas.
A crise está aí e será vencida por aqueles que entenderem esse momento, seja na família, no trabalho ou na sociedade. Mas não se esqueçam de algo fundamental: a gratidão.
Pergunte-se: O que fizeram pela cidade? Onde estavam na crise? Alguns responderão com firmeza e segurança, outros colocarão a cabeça no travesseiro e se sentirão irrelevantes no momento que a comunidade mais precisava.
A contribuição não foi material, e sim de tempo e esforço. A maioria saberá reconhecer aqueles que ajudaram num momento crítico e também não se esquece daqueles que não fizeram nada na hora da precisão.
Eu nunca me esqueci do meu saudoso avô quando precisei de uma simples luz na vida. Os corações não erram, eles são gratos!

Francisco Lino é Jornalista.

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