A entrevista desta semana do Jornal O Expresso foi excepcionalmente realizada na terça-feira, dia 14, e foi dedicada a entrevistar os lutadores de artes marciais de Capão Bonito, mas com iniciação em sumô, Tiago Ciavarella e Alex Nakaya.
A dupla já participou de várias competições regionais, nacionais e internacionais juntos e no próximo mês de julho Alex Nakaya irá para os Estados Unidos onde disputará o mundial amador de lutas não olímpicas. A competição será na cidade Birmingham, no estado do Alabama, e Nakaya venceu a seletiva para representar o país no sumô em sua categoria.
Tanto Alex como Tiago iniciaram nas artes marciais com cerca de 5 anos e ambos começaram treinando sumô no Kai Kan de Capão Bonito orientados pelos mestres Terasawa e Tsutsumi que há décadas são as referências da modalidade na cidade e região. “São mais de 30 anos treinando, competindo, aprendendo com os nossos professores e sabendo que o esporte nos faz pessoas melhores”, disseram Tiago e Alex.
Embora tenham profissões diferentes, Tiago é professor de artes marciais e Alex é agricultor, os dois lutadores fazem questão de enaltecer que tanto no sumô, quanto em qualquer outra arte marcial, mais do que fazer atletas o esporte deve focar em formar cidadãos. Para os lutadores uma criança que inicia sua atividade esportiva na infância vai levar esta prática para a vida toda e com certeza será um adulto com vida mais saudável.
Além do sumô, os lutadores fazem outras artes marciais, Alex tem feito judô e para a disputa do mundial tem feito um trabalho de preparação diferenciado na Academia Total Healthy, já Tiago há anos pratica judô, jiu-jitsu e inclusive já disputou duas lutas de MMA. “Eu já disputei muitos regionais pela cidade e por municípios da região no judô e quero voltar a lutar MMA, pois acho que estou na maturidade física e mental da minha carreira”, disse Tiagão.
Os atletas também falaram da importância de Capão Bonito para o sumô do Estado e do país, afirmando que o trabalho feito na cidade foi fundamental para que a modalidade não morresse e continuasse a existir na região Sudoeste do Estado que é um dos grandes celeiros de lutadores de sumô no Brasil.
“O trabalho feito em Capão Bonito, que é liderado pelos mestres Tsutsumi e Terasawa, é um pilar para a modalidade no Estado e até no país. Se esse trabalho deles que vai desde a iniciação com as crianças até os adultos não tivesse continuidade a modalidade poderia ter morrido”, disseram os atletas.
A entrevista completa com os lutadores de Capão Bonito pode ser vista pelo Facebook e Instagram de O Expresso e também pelo Youtube.









