A Polícia Civil de Itapetininga confirmou que a mãe e o padrasto de uma menina de cinco anos confessaram ter matado a criança e concretado o corpo no quintal da casa onde moravam. O corpo foi encontrado nesta última terça-feira, dia 14, após dias de buscas pelo paradeiro da criança.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, o padrasto Rodrigo Ribeiro Machado e a mãe da criança Luiza Aguirre Barbosa da Silva, serão indiciados por homicídio e ocultação de cadáver. Segundo as investigações, o casal demorou cerca de dois dias para enterrar o corpo nos fundos da residência. Em seguida, o local foi concretado para dificultar a localização.
A vítima, identificada como Maria Clara Aguirre Lisboa, foi encontrada em uma cova rasa, já em avançado estado de decomposição e com sinais de lesões. A polícia informou ainda que a menina era frequentemente agredida pela mãe e pelo padrasto.
O delegado destacou que Rodrigo já possuía antecedentes criminais e costumava torturar psicologicamente tanto a companheira quanto a criança, utilizando a filha dela como forma de intimidação. Durante os depoimentos, o casal confessou que a menina “atrapalhava a vida deles” e que descontava a raiva e frustrações em agressões contra a criança.
Nas ações violentas, o homem chegou a usar uma rebitadeira, ferramenta apreendida pela polícia com manchas de sangue.
O crime veio à tona após uma denúncia feita ao Conselho Tutelar pela avó paterna de Maria Clara, que relatou o desaparecimento da neta. Inicialmente, a polícia não trabalhava com a hipótese de homicídio, mas as contradições nos depoimentos dos responsáveis levantaram suspeitas, levando à descoberta do corpo e à confissão do casal.









