O deputado federal Maurício Neves foi oficializado na terça-feira, dia 1, como presidente estadual da Federação União Progressista, conforme registro publicado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. A nomeação coloca o parlamentar, com forte base no Sudoeste Paulista, no comando das candidaturas a deputado estadual, federal e senador do bloco formado por Progressistas e União Brasil, além de torná-lo articulador central da federação na campanha pela reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Sob a nova liderança, ficam abrigadas candidaturas de peso nos dois partidos, inclusive na base eleitoral de Neves, que é a região Sudoeste, como as dos deputados estaduais Danilo Joan, Polaco Moura, Debora Marcondes e Edson Giriboni, além de nomes que migraram do PP para o União Brasil, como o deputado federal Fausto Pinato e o ex-deputado Guilherme Mussi — que já presidiu o PP. Também passam ao guarda-chuva de Neves as candidaturas de Sirlange Manga, esposa do prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, e do ex-deputado federal Eli Correa Filho, que tentar voltar à Câmara Federal.
Apesar do protagonismo formal, Neves afirmou que dividirá o comando com o presidente do União Brasil na capital, o ex-vereador Milton Leite. “Vamos continuar comandando a Federação União Progressistas de forma conjunta, sem nenhum tipo de vaidade pessoal”, declarou. O deputado foi além e mandou recado a aliados insatisfeitos: “Apesar de alguns candidatos estarem agindo de forma incorreta com a nossa candidatura, nós vamos nos manter focados no objetivo institucional da Federação. A palavra pode até convencer, mas o exemplo arrasta.”
A prioridade declarada do novo presidente é ampliar as bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal, eleger Guilherme Derrite ao Senado e consolidar o palanque de Tarcísio no interior. A federação é vista como um dos principais motores da candidatura à reeleição do governador, que busca ampliar sua base para além da capital e da Grande São Paulo — justamente a região onde Neves concentra influência eleitoral e capilaridade partidária.









