O nosso país se encontra nitidamente numa encruzilhada política.
Existem muitos temas importantes para serem discutidos no Senado e na Câmara Federal e parece que as coisas não estão andando como deveriam.
A reforma da Previdência e até mesmo medidas provisórias de autoria do recém em-possado presidente Jair Bolso-naro ainda precisam ser votadas para que tenham validade.
No domingo passado aliados do presidente da República estimularam manifestação por várias cidades do país, principalmente nas mais populosas capitais estaduais.
O protesto dos aliados do presidente foi estimulado como uma forma de pressionar setores da classe política e também o Judiciário para acelerarem seus trabalhos para que as propagadas reformas sejam efetivadas.
A pauta principal foi a reforma da Previdência Social que foi o primeiro projeto apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro e que é defendida exaustivamente pelo ministro da Fazenda Paulo Guedes, mas como era previsto acabaram sobrando críticas ácidas e protestos contra adversários do presidente e contra o Legislativo, o Judiciário e a grande imprensa.
Na seara política toda forma de estratégia de pressão é considerada como válida, mas é preciso que aqueles que estão no governo tenham consciência de que estimular manifestações dá munição para que a oposição também faça o mesmo, o que pode redundar numa série de protestos que podem levar a paralisia do país.
É importante lembrarmos que acabamos de sair de uma eleição geral onde foram escolhidos democraticamente, um novo presidente, novos governadores, senadores, deputados federais e estaduais, portanto, é necessário que o clima de campanha eleitoral não seja eternizado.
Chegou a hora de governar e inclusive assumir o bônus e principalmente o ônus desta função. Estimular manifestações, confrontos radicais é sempre uma estratégia de quem quer chegar ao poder, mas quem está dentro do cargo precisa lembrar que as esperanças da população estão nas suas mãos, ao estimular manifestações de ruas, que muitos consideraram desnecessárias, alguns aliados do presidente deram a impressão que não acreditaram que venceram as eleições de outubro passado.
O que o Brasil mais precisa neste momento é ter mais tranquilidade e o que não se deve estimular é um confronto que só vai acirrar os ânimos e trazer à tona disputas ideológicas que em nada vão contribuir para resolver os verdadeiros problemas da Nação.
Manifestações de ruas contra ou a favor de um governo que acabou de ser empossado passa para todos, inclusive para o mercado financeiro internacional, que o país está dividido e que vive sob uma instabilidade política.
Esse clima de disputa acirrada em nada contribui para que o Brasil seja visto com bons olhos e não vai melhorar a vida do cidadão que deve ser a grande meta de todo governante, principalmente daqueles que lutaram tanto para chegar ao cargo máximo do país.









