Os últimos meses têm sido de muita reclamação por parte dos gestores dos municípios brasileiros. A grande maioria dos administradores não consegue manter em dia os compromissos da municipalidade e em milhares de cidades brasileiras até mesmo a folha de pagamento está sendo atrasada devido as dificuldades existentes com a queda de repasses e, principalmente, o aumento das despesas.
Alguns especialistas em gestão pública afirmam que se o quadro não mudar radicalmente na próxima década as prefeituras quebrarão devido as dívidas que se acumulam.
Por mais que algumas pessoas falem que em muitos casos a quebradeira das prefeituras está intimamente ligada a má gestão, e isso realmente acontece em muitas cidades, não há como também admitir que o peso sobre os municípios está pra lá de excessivo.
Ao longo dos anos os municípios perderam a participação no bolo das receitas orçamentárias advindas dos impostos arrecadados no Brasil.
Na década de 90 do século passado este percentual estava em torno de 25% de tudo o que era arrecadado no país, passados 30 anos este percentual caiu consideravelmente e atualmente é de cerca de 13% de tudo que o brasileiro paga de impostos.
Uma queda acentuada desta, ainda acompanhada do aumento das obrigações que estão colocadas para os municípios é a equação certa para que tenhamos o desastre econômico das mais de 5 mil prefeituras brasileiras.
O grande problema da quebradeira das prefeituras é que isto ocorrendo todos serão prejudicados já que moramos nos municípios e os serviços públicos são realizados nas cidades, mas a aflição maior certamente será sobre o cidadão mais humilde, pois o abastado vai conseguir buscar alternativa graças a sua boa condição financeira.
Portanto, se quebrarem os municípios os maiores prejudicados serão aqueles que mais precisam do apoio do Estado.
Os países mais desenvolvidos do mundo a pirâmide da distribuição de recursos públicos é exatamente inversa ao do Brasil. Em nações como Alemanha, Estados Unidos, os municípios ficam com a maior fatia dos recursos dos impostos, talvez seja por isso que americanos e alemães têm um qualidade de vida superior a dos brasileiros.
O que não pode acontecer de forma alguma é que a falência dos municípios aconteça, pois se isto ocorrer o prejuízo será muito grande para os brasileiros. Devemos sim como opinião pública estimular a melhor divisão dos recursos para além de salvar as prefeituras da falência que possamos ver os serviços públicos melhorados e até mesmo ampliados.









