Em tempos de quarentena, mais assustador que o espirro, é o desemprego. O medo de não conseguir levar o digno sustento para a família atinge a maior parte dos brasileiros, paulistas e capão-bonitenses nesse momento.
As empresas também estão assustadas com a queda nas vendas de produtos, na prestação de serviços e na mudança comportamental que se vê logo ali, na pós-pandemia.
É claro que a maior parte da mídia brasileira contribui para esse negativismo. É o que vende, principalmente na TV. Greve na porta da fábrica gera mais audiência que a construção de um novo complexo industrial.
Na Universidade de Jornalismo, que ainda está na década de 70, não há mudança significativa na grade curricular. Concentram-se no Lead e não conseguem acompanhar a evolução da Comunicação entre os humanos.
Já nem me recordo da última vez que sentei para prestar atenção no Jornal Nacional. Respeito o trabalho da emissora e de seus profissionais, mas foi uma opção meramente pessoal. Prefiro ler a assistir.
Apesar das pautas negativas que prevalece no consumo popular, a nossa terrinha, enfim, respira ares de progresso. Tirando alguns anos de estudos acadêmicos, estou aqui há mais de três décadas, acompanhando as pautas sociais, políticas e econômicas através do jornalismo.
Patinamos tanto que, enfim, conseguimos desatolar. O feriado antecipado de segunda-feira, o 9 de julho que virou 25 de maio – coisa estranha – serviu para um city tour econômico.
Quem chega à cidade pela avenida Dona Nenê, logo dá de cara com a nova Capão Bonito que se ergue. Aquele conjunto de mais de 100 apartamentos, com arrojo arquitetônico, somado à revitalização do Terminal Rodoviário e ao novo complexo comercial ao lado, são alguns exemplos da nova ordem econômica da cidade.
Na mesma região, aquele terrenão abandonado há 15 anos, começa a ser transformado em um grande empreendimento varejista com previsão de mais de 100 novos postos de trabalho, conforme o projeto.
Dei ainda uma passadinha na Vila Cruzeiro. Lá, temos mais dois empreendimentos que reforçam a transformação de Capão Bonito numa cidade progressista. São dois conjuntos de loteamentos dotados de asfalto, tubulação de por todos os lados, máquinas na terraplanagem e cheirinho gostoso do desenvolvimento.
Dali, enxergamos o outro exemplo do progresso capão-bonitense: o Residencial Vila Bella no Jardim Alvorada. É patrol, retroescavadeira, escavadeira hidráulica… Todas movimentando terra e dotando o local de rede de esgoto, abastecimento de água, drenagem e guias e sarjetas.
E aquele predião azul e branco próximo à Cooperativa Agrícola? É o novo Hotel Ibis. São R$ 16 milhões de investimentos e a prova do potencial turístico de Capão Bonito.
Os avanços estão ao alcance dos olhos de todos. Se alguns não enxergam sob a luz da prosperidade, paciência!
Mas não acabou! Passando o posto Vantroba, na entrada da cidade, observei que o acesso ao Distrito Industrial 01 está asfaltado, depois de 30 anos invisível. Já no Distrito 02, deixo aqui o convite para que todos vejam com os próprios olhos e sintam a boa sensação.
É ano eleitoral e a nova ordem econômica será a pauta número um.
Francisco Lino é Jornalista









