O facebook do Faustininho

Na semana passada, publicamos neste semanário a primeira parte da série sobre Faustininho (1900-1979), homenageando 120 anos de seu nascimento. Temos uma errata e alguns depoimentos que surgiram nas mídias sociais.
Em tempos de pandemia, a entrevista com familiares ficou limitada. Assim, grande parte das informações pessoais sobre Faustino, foram garimpadas no facebook, no grupo público chamado “Freguesia Velha Museu da Imagem”, onde postamos opiniões a respeito de fotografias da cidade.
Dayr Kazava, sobrinho de Faustino, fez uma ressalva: “após a morte da esposa não consta ter se casado novamente. Benedita Camargo, minha avó, e dona Osória, foram em verdade madrastas do meu tio Faustino. Elas foram esposas de Francisco Barreto, nome de rua em CB, pai do Faustino.”
Maria de Lourdes Ferreira Gomes também postou: “Outra bela história, agora sobre o avô do meu esposo. Figura ímpar, sr. Faustino foi grande mesmo no sentido do caráter e retidão. Saudades desse vovô querido. Apenas uma ressalva, Sr. Faustino era irmão de d. Dalila e sr. José Barreto.”
O advogado Flori Cordeiro de Miranda comentou: “Faustino Cesarino Barreto, personagem histórico da cidade. Foi meu professor de história no antigo Colégio Comercial de Capão Bonito” e que “começava seus discursos dizendo “Povo de Capão Bonito, gente para a qual a brisa do Atlântico transpondo as serras do Paranapiacaba, anuncia o porvir de melhores dias…”
Antonio Isidoro de Oliveira emendou: “Sempre torci para que alguém contasse a história desse bravo cidadão, que marcou a nosso meio jurídico com uma ação levada em uma eleição, em que ele enfrentou sozinho os poderosos da época”.
O professor Juraci Braz também teceu comentários: “Faustino era um grande orador. Nacionalista agressivo e de grande amor por sua terra. Além de professor de história, era também historiador”.
Estas repercussões na mídia social facebook, demonstra que é possível usar esta ferramenta digital para gerar conversas positivas acerca do resgate histórico da cidade e não apenas para disseminar ódio e fake news.
A mídia social não é a rede social. A mídia é a ferramenta, é como o sinal de fumaça, usado pelos índios Apache, para se comunicarem. Já a rede social é o emaranhado distribuído de interações entre as pessoas, em constante mudança.
Pessoa é rede. E Faustininho foi fruto de uma interação de pessoas, configuradas na convivência humana, de forma a determinar suas atitudes e emoções. Outras pessoalidades foram influenciadas por ele e vice versa, um deixar aprender.

Rafael Ap. F. Almeida, advogado

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