O fenômeno do atraso

“Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Três coisas que cada pessoa deve fazer durante sua vida” (José Martí)

Já plantei diversas árvores, tenho um filho, mas faltava o livro. O mais complexo, onde relato os bastidores da política de Capão Bonito e de algumas cidades da região, contando a partir de 1996, apresentará pérolas raras.

Outra publicação que está em produção, trata-se de um livro comemorativo dos 30 anos do jornal O Expresso, onde selecionaremos, com minuciosidade jornalística, as principais reportagens que contribuíram com a nossa região.

Nas primeiras buscas, eis que nos deparamos com uma reportagem sobre a instalação da Unesp em Capão Bonito, conduzida por educadores do município e pelo ex-prefeito Junior Tallarico, no ano de 1992. O convênio foi assinado, mas, por interesses políticos individuais, outros governos não prosseguiram com a iniciativa e perdemos a grande chance de nos tornarmos um polo regional universitário.

Coincidentemente, atuavam no processo político da época, como vereadores, os atuais governantes da cidade, que repetem o mesmo erro paroquial: acabar, aos poucos e sem que a população note o movimento da peça do xadrez, com os grandes projetos que não carregam os seus DNA’s.

Agem meticulosamente para que o fenômeno permaneça vivo e o poder sob a mesma tutela. Enquanto isso, a cidade aguarda há quase 40 anos o desenvolvimento acorrentado pelo predominante grupo político.

Francisco Lino é Jornalista. 

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