Em mais uma semana tumultuada no cenário político nacional foi votada a segunda denúncia feita pela Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer, do PMDB.
Como era esperado pelos analistas políticos, o presidente mais uma vez conseguiu votos necessários na Câmara Federal evitando assim que o Supremo Tribunal Federal tivesse autorização para levar adiante o processo contra o chefe do Executivo nacional e dois de seus ministros mais próximos.
Na votação desta segunda denúncia a base aliada do presidente Temer entregou menos votos do que havia ocorrido na primeira votação, mostrando que alguns deputados situacionistas sentiram em suas bases a rejeição por terem votado favoravelmente ao presidente.
O resultado favorável não quer dizer que o presidente e os ministros que foram alvo das denúncias não serão investigados, ao final do mandato do atual presidente em dezembro de 2018 o processo seguirá para a 1ª Instância onde ele obviamente terá direito a se defender.
Não há como esconder que o Brasil vive um cenário de disputa política duríssima, recentemente tivemos a presidente Dilma Rousseff afastada pelos congressistas e desde então há um clima de confronto entre os grupos políticos mais influentes do país.
O ponto positivo de ter ocorrido a segunda votação na Câmara Federal é que vislumbra-se um cenário de maior tranqui-lidade na política nacional num momento em que estamos a menos de um ano da eleição do novo presidente da República.
Não se trata de defender Temer, Dilma ou quem quer que seja, ou mesmo ser de esquerda, centro ou direita, mas sim de dar ao país um mínimo de tranquilidade e certeza de que haverá uma sucessão de poder dentro da legalidade.
Cabe agora a nós esperar que neste resto de mandato que ainda detém o presidente, senadores e deputados, que estes dediquem seus esforços para fazer as reformas tão importantes e necessárias ao Brasil e assim possamos tirar o país da crise politica e econômica que vem causando a perda de milhares de postos de emprego e tantas outras coisas que acabam prejudicando a vida do cidadão comum.
Que o julgamento das muitas irregularidades cometidas pelos nossos políticos que foram divulgadas por operações como a Lava Jato seja feito por aquilo que é mais sagrado num regime democrático, o voto popular.
Não há maior castigo para um político do que a rejeição pelas urnas e espera-se que o eleitor brasileiro saiba no ano que vem avaliar aqueles que praticaram a boa e a má política.
Que os que os políticos que erraram e usaram a nobre função pública de servir o cidadão para ter benefício próprio e se enriquecerem sofram o mais duro dos julgamentos que é a derrota fragorosa nas urnas.









