Muitas personalidades históricas de Capão Bonito partiram no mês de agosto: Padre Arlindo, no dia 04/08/1963, na cidade de Diogo de Vasconcelos, em plena missa.
O combativo, memorável e ex-prefeito, Faustino Cesarino Barreto, em 10/08/1979. O médico Raul Venturelli, no trágico acidente de 16/08/1962.
Raul ganhou as eleições em 59, com o apoio do Prefeito Faustininho, derrotando o candidato Oscar Kurtz Camargo.
O jornal “O Bandeirante”, na edição de 27/09/59, noticiou a vitória acachapante do médico. Destacou ainda que as obras de construção dos prédios do Ginásio (hoje colégio Dr. Raul Venturelli) e do Fórum, estariam paralisadas porque alguns vereadores à época, manobrados pelo candidato derrotado, Oscar Kurtz, assinaram as mais descabidas denúncias, atrasando o progresso de Capão Bonito.
“O Bandeirante” cita que os vereadores oscaristas, negaram autorização à Prefeitura para compra de máquinas, que seriam usadas na reconstrução de estradas municipais e tentaram congelar as verbas que a Prefeitura tinha direito de usar.
Depois de muito sacrifício, o Prefeito Faustininho e o grupo político de Raul, conseguiram máquinas do Estado para fazer esse serviço.
O jornal cita que “os mesmos inconformados, Oscar e seu grupo, com mentiras e golpes criminosos, fizeram com que a máquina fosse recolhida.”
No entanto, todas as tentativas dos oscaristas, não conseguiram impedir a vitória eleitoral de Raul.
Em seu mandato como prefeito, tinha bom trânsito com o Governador do Estado, o sr. Carvalho Pinto, inclusive este governador, esteve em Capão Bonito em campanha para eleição de seu sucessor, José Boni-fácio, em meados de 62.
Uma fotografia emblemá-tica do Arquivo da Memória Pública, mostra o momento em que estão reunidos no antigo Coreto da Praça Rui Barbosa, rodeados de correligionários e cidadãos interessados.
Foi a última eleição livre para governador no Brasil, eis que, dois anos depois, houve o Golpe Militar de 64, que instaurou o sanguinário Regime do Terror e das Torturas no país. E assim acabou os coretos livres.
Foram mais de 20 longos anos para a completa restauração democrática e a promulgação de uma nova Constituição Federal.
E hoje, 2020, estamos lidando com um revisionismo histórico retrógrado que justifica, comemora e pede o retorno da Ditadura Militar.
Rafael Ap. F. Almeida, advogado









