A reforma da escola Sumie Baldissera, situada na Vila Nova Capão Bonito, está praticamente paralisada há semanas. A reportagem de O Expresso esteve no local por vários dias e constatou que existem apenas um ou dois funcionários que estariam no local para preservar a obra que está a cargo da empresa JHD Construções e Comércio Ltda, mas nota-se claramente que as obras não estão ocorrendo.
De acordo com a placa com informações sobre a obra, que está disponível no local, o contrato entre a prefeitura de Capão Bonito e a empresa JHD Construções e Comércio foi assinado em 27 de novembro de 2023 e deveria ter sido concluída no dia 25 de maio 2024, ao custo inicial de R$ 8.082.769,51, isso para o remanescente da obra, já que a empresa JHD é sucessora da TCI Projetos e Construções do Amapá que havia vencido a concorrência para sua construção, mas acabou tendo seu contrato rompido unilateralmente pela prefeitura.
A obra de construção da escola custou cerca de 4 milhões para a prefeitura de Capão Bonito, mas desde o final de 2020 a escola está interditada devido a problemas estruturais que apareceram depois que a escola começou a funcionar.
O que tem chamado a atenção é o alto custo para a reforma, que inicialmente era para ser feita por R$ 8 milhões, mas como os aditivos feitos e autorizados pela administração municipal teve um acréscimo que majorou os repasses para a JHD para R$ 11.909.157,05, o que dá um reajuste de cerca 48% do valor inicial do contrato, sendo que pela lei de licitações o valor permitido para aditamento de preços numa reforma não pode passar de 50%, portanto, a prefeitura reajustou quase no limite permitido.
Além do preço considerado alto por vereadores da oposição, a reforma da escola tem se transformado numa novela das mais longas da administração municipal, já que a reforma iniciada em 2022 até agora não foi concluída e grande parte do valor orçado já foi pago para as empresas contratadas pelo município, somente do contrato com a JHD o atraso para entrega da obra de acordo com a placa colocada no local é de 15 meses.
Somente a JHD, que está responsável pela obra, recebeu de acordo com informações no site da prefeitura R$ 10.221.041,18. Além disso, o Tribunal de Contas do Estado já julgou irregular o contrato assinado pela prefeitura com a JHD, entre outras coisas, por ele ter sido feito na modalidade dispensa de licitação e segundo alguns juristas ouvidos pelo O Expresso, isso poderá causar sérios problemas para a prefeitura, para a empresa contratada e também para os gestores do contrato.
Nos bastidores, o prefeito de Capão Bonito, Júlio Fernando Galvão Dias, teria dito para educadores que a escola seria entregue em agosto deste ano, mas o que pode ser comprovado pelas imagens do local que não será possível.










