Missionário que dedicou toda a sua vida aos mais humildes, especialmente os moradores do campo, é apontando como o maior capão-bonitense de todos os tempos
Por Francisco Lino
A responsabilidade foi grande e por isso mesmo tentei selecionar um grupo de pessoas com vasto conhecimento sobre a cidade, a sua história e principalmente sobre os personagens que a escreveram. A escolha do maior capão-bonitense da história, foi um desafio e ao mesmo tempo uma oportunidade para se fazer justiça a muitos nomes importantes da existência deste município.
Muitas das pessoas apontadas, emprestam seus nomes a ruas e avenidas ou a um prédio público. Como jornalista da terra, quis ir mais além: eleger o maior nome da nossa história e contar um pouco de sua vida, para que as novas gerações conheçam esse conterrâneo tão especial. Por grande margem de diferença, o padre Arlindo Vieira, foi escolhido como a personalidade mais expressiva dos 164 anos da história do município.
Sua trajetória exibe os traços que revelam os verdadeiros heróis. Situa-se entre os homens que deixaram suas marcas neste mundo e não apenas passaram por ele. Desde criança sua religiosidade e identificação com as pessoas mostravam que seu futuro estava traçado: viver entre, para os humildes. Não à toa, ganhou o carinhoso apelido de “Missionário do Povo”.
Numa época dominada pelo poder econômico e político dos grandes coronéis, padre Arlindo simbolizou a socialização, a valorização dos mais pobres na Igreja Católica. Enfrentou o sol ardente, chuvas e os campos íngremes, para levar até os moradores da roça, a palavra de Deus, para manter viva sua fé.
Jamais se curvou aos poderosos, e aliou-se aos trabalhadores do campo, em defesa de melhores condições, de melhores salários. Com habilidade e inteligência mostrou aos a todos, ricos e pobres, que os ensinamentos católicos eram uma forma de ascensão social.
Nos 164 anos de sua história, Capão Bonito foi berço de muitas personalidades que se destacaram em diversos campos, mas ninguém propagou tão bem a nossa terra como o, para muitos, santo padre Arlindo Vieira. Seus pais, Francisca e o major Pedro Augusto Vieira escolheram Capão Bonito para viver e aqui ele nasceu, brincou pelos campos que circundavam a nossa majestosa Matriz, até partir para os estudos. Quis Deus que o “Missionário dos Pobres” nascesse no mesmo dia do Protetor dos Pobres, São Vicente: em 19 de julho de 1897.
Desde menino, Arlindo dava sinais de vocação sacerdotal. Conforme um depoimento de um de seus familiares, nas orações diárias da família, mesmo ainda menino, era ele quem tomava a frente. Percebendo a forte vocação os pais o matricularam em uma das melhores instituições de ensino da época, o Colégio São Luis de Itu. Lá, além das vocações sacerdotais, o então adolescente desenvolveu outras habilidades: oratória e pesquisa por novos métodos educacionais eclesiásticos.
Nessa época sua família decidiu trocar Capão Bonito por Ipaussu, na região de Avaré, onde montaram uma casa comercial e que garantiu a manutenção dos cinco filhos nos bancos escolares de São Paulo.
Batismo
Arlindo foi batizado pelo padre italiano Caetano Tedeschi, que sucedeu Frei Ponciano como chefe da paróquia de Capão Bonito. No livro “Diário de um Missionário Popular” padre Arlindo Vieira declarou que Francisco Matarazzo (Conde Matarazzo) foi amigo particular do padre que o batizou. “O padre Tedeschi era amigo de longa data de Matarazzo, que começava na época sua vida em Capão Bonito, onde abriu uma pequena fábrica de banha. Ele mesmo matava os capados (porcos) e derretia o toucinho”, escreveu.
Ainda conforme o livro, o major Pedro Augusto Vieira, com frequência emprestava dinheiro para Francisco Matarazzo. “Sempre no correr da conversa Matarazzo dizia ao meu pai: “Pedro, me arranje aí 500$000 (quinhentos mil réis) para eu comprar uma boa porcada que apareceu”. O que hoje não dá para cinco quilos de banha, naquele tempo dava para comprar dezenas de suínos”, declarou Padre Arlindo.
Mas foi graças à um empréstimo do padre Tedeschi, que Francisco Matarazzo pode ir a Sorocaba e anos depois, se transformar no maior industrial do Brasil. Por coincidência ou não, a última certidão de batismo feito pelo padre Arlindo Vieira, concedida pela Diocese de Itapeva, foi assinada pelo monsenhor Pedro José Vieira, que mesmo reconhecendo o trabalho missionário do capão-bonitense em atos públicos, demonstrava em algumas ocasiões, uma pontinha de ciúmes do prestígio popular de Arlindo Vieira.
A vocação
Em 1911, acompanhado pelos pais, o adolescente Arlindo matriculou-se no colégio São Luis de Itu. Fundado em 1867 pelos padres jesuítas e transferido para a cidade de São Paulo em 1918, o São Luís foi uma das primeiras escolas a se fixar em território nacional. Hoje, consolidada como sinônimo de tradição, a instituição é um marco da educação.
Após sua passagem por Itu, Arlindo foi para o Seminário de Botucatu, ordenando-se padre em 1920. Nesse período de preparação, alguns companheiros seminaristas declararam em algumas publicações que o colega “Arlindinho”, preferia dedicar-se às leituras indicadas pelos professores a praticar outras atividades. Seu carisma e boa comunicação o transformaram no grande líder da turma. Comandava grupo de estudos e se destacava nas explanações eclesiásticas.
Sua primeira atividade como padre foi no município de Avaré, onde atuou por um ano, e logo seguiu para a Europa para realizar o seu grande sonho de estudar na Universidade Gregoriana em Roma. Apesar de estudar na Europa e falar seis idiomas, padre Arlindo mantinha a rotina de uma pessoa simples e humilde que era.
Padre Arlindo não tinha paróquia, pertencia a Ordem dos Jesuítas e, como ele próprio dizia: “Minha vocação é andar por aí”, disse em seu diário.
O Intelectual
Entre o fim da década de 20 e o início da de 40 presenciou, no Brasil, discussões vivas sobre o ensino de matemática, entre dois grandes estudiosos: Euclides Roxo, que exercia grande influência no sistema educacional devido ao seu cargo no colégio Pedro II e Arlindo Vieira, que representava brilhantemente o ensino tradicional católico, em torno dos estudos clássicos.
A partir da década de 20, as discussões sobre as reformas educacionais ganharam posição de destaque no Brasil, devido ao crescimento da economia e a grande demanda por mão-de-obra qualificada para as indústrias que se criavam.
Os donos de indústrias idealizaram uma educação preparatória para o mercado de trabalho, enquanto que chefes de famílias tradicionais defendiam uma educação voltada ao conservadorismo social e cultural vividos na época. Nesse clima, padre Arlindo Vieira, então reitor e professor do Colégio Santo Inácio, encampa a defesa da educação católica tradicional.
Na reforma educacional de 1931, Euclides Roxo foi o principal mentor na formulação do currículo de matemática, que logo em seguida recebeu críticas de várias facções de ensino, inclusive da Católica. Já em 1942, o ministro da Educação de Getúlio Vargas, Gustavo Capanema, concedeu espaço às discussões prévias, mas sem muita abertura. O ministro escolheu cuidadosamente os participantes. No ensino de matemática travou uma briga entre Euclides Roxo (Colégio Pedro II) e Joaquim Inácio de Almeida Lisboa (Catedrático de Matemática).
Amigo pessoal do ministro Capanema, padre Arlindo Vieira transmitia por cartas, suas críticas aos novos programas de matemática, e as preocupações dos professores daquela época. Escritor e jornalista exímio, o padre capão-bonitense defendia em seus artigos nos jornais e livros publicados, o fim do ensino enciclopedista e o retorno do ensino clássico. “Qual ó remédio? O único remédio é refundir os programas atuais nos moldes dos estudos clássicos. Não são as reformas no estilo do sistema atual que nos hão de tirar dessa situação angustiosa. Nós que somos acusados de maquiar tudo o que vai lá por fora, porque não havemos de imitar, em matéria de ensino, os países mais cultos da Europa, que mantêm os tradicionais estudos clássicos, como base de formação intelectual da juventude?” interrogou padre Arlindo Vieira na ocasião.
Padre Arlindo combateu ferozmente o “enciclopedismo” daqueles novos programas de ensino. Seu objetivo era abrir espaço novamente para os “clássicos”. O “terrível” Padre Arlindo também foi o principal crítico do modelo de ensino implantado por Euclides Roxo, o de círculos concêntricos, pelo qual o aluno acumularia aprendizado, partindo de conteúdos cujo grau de dificuldade aumentaria aos poucos. Para ele, aquele método seria dispensável, pois se o aluno assimilasse um conceito, saberia aplica-lo em qualquer nível.
As críticas de Padre Arlindo incomodaram Euclides Roxo, que também enviou várias cartas ao ministro Capanema apresentando longos protestos contra o intelectual católico. Com isso, Roxo se tornou o principal adversário do padre, talvez o único.
Nesse embate, ambos saíram vitoriosos. Euclides Roxo manteve o “caráter enciclopédico” nos programas de matemática da reforma de 1942, e o padre conseguiu reconquistar parte do espaço perdido no processo de laicização do ensino iniciado em meados do século XX, como as aulas de formação religiosa, e a liberação de verbas federais para a manutenção de instituições religiosas de ensino, como as PUCs (Pontifícia Universidade Católica).
O Missionário do Povo
Depois de sua atuação marcante na reforma do ensino de 1942, a vida de padre Arlindo Vieira encontrou sua destinação definitiva: pregar ao povo. De Trem, ônibus, a cavalo, bicicleta e principalmente a pé, percorreu os mais distantes rincões do interior brasileiro, especialmente nos estados de São Paulo e Minas Gerais. A princípio, seu itinerário detinha-se também nas cidades grandes e médias, mas seu Dom Divino fez com que se dedicasse aos lugares mais pobres, abandonados e esquecidos até mesmo pela própria Igreja católica, que reinava absoluta na época.
Foram 20 anos de pregações levando a palavra de Deus. E foi por essas peregrinações que padre Arlindo se encantou pelo povo da roça, encontrando um ambiente de fé viva e esperança, apesar das dificuldades que ali reinava. Mesmo sem a presença de padres e igrejas, aqueles homens, mulheres e crianças da roça viviam diariamente o catolicismo. O povo da roça cultuava as procissões, os longos sermões, os foguetórios, a beleza das imagens e as cerimônias tocantes, outra especialidade de padre Arlindo.
Suas palavras tocavam a alma daquele povo sofrido e por onde passava, onde pregava, arrastava multidões. Sua empatia com aquela gente simples, despertava a ira de fazendeiros, que ainda mantinham os “camaradas”, empregados sob total autoritarismo. Não foram poucas as vezes que padre Arlindo denunciou os míseros salários que se pagava nas lavouras de Minas Gerais e São Paulo.
Suas missões em Capão Bonito

A terra natal de Padre Arlindo não poderia ficar de fora de seu roteiro de peregrinação. Por aqui ele fez várias visitas, dando preferência como sempre pequenas capelas dos povoados rurais. Sua primeira passagem missionária pela cidade foi em 1941, conforme conta em um relato de seus inúmeros diários: “Tinham-me dito que iria encontrar séria resistência por parte do povo da cidade, frio e indiferente”. Depois de quase sete décadas, parece que nosso povo ainda carrega tais adjetivos. Apesar da falta de entusiasmo, padre Arlindo começou sua missão, com uma pregação calorosa na imponente Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, com a presença de 400 fiéis católicos, na maioria mulheres e crianças.
Após a missa, se dirigiu a um pequeno bar vizinho da igreja, onde encontrou um jovem médico baiano, ainda pagão, filho do célebre médico Pereira Barreto, que era ateu e anticlerical. Na conversa, o médico perguntou porque não fazia palestras só para homens. “Se fizer, prometo levar pelo menos 200 homens”, desafiou.
O padre aceitou e ao subir no púlpito, viu diante de si mais de 400 homens. Um fato inédito para a época. Depois de dois dias, na missa de domingo, mais de mil pessoas foram comungar com o padre Arlindo.
Em Capão Bonito, o padre teve algumas desavenças com o chefe do espiritismo local, o espanhol José Maria Aliaga. Num jornal da cidade, o espírita atacou o religioso e fez várias referências a sua pessoa, mas o padre não reagiu aos insultos. Em 1951, se tornou em um dos líderes da Festa do Divino. Pelos quatro cantos da cidade espalhou-se a presença ativa de padre Arlindo na festa.
Em proporção, foi a maior Festa do Divino já realizada na cidade, com milhares de pessoas comparecendo, principalmente moradores da zona rural. O pátio que havia nos fundos da igreja Matriz, ficava tomado por carroças e animais que traziam os moradores da roça.
Com o dinheiro arrecadado, pode-se iniciar a construção do Salão Paroquial (Casa do Padre) de dois andares, hoje pertencente ao empresário Isaias Antunes. Em seu diário, padre Arlindo falava da sua alegria de trabalhar na terra onde nasceu. “Em Capão Bonito passei dias muito felizes em várias capelas. Nestes últimos anos não me tenho preocupado com recrutamento de vocações para irmãos coadjutores nas capelas da paróquia. O povo da roça conserva grande apego a religião católica”.
Ainda nas missões por Capão Bonito, constatou que não havia protestantes nas comunidades rurais. Segundo ele, o fato se justifica por ocasião das missões. “Gosto mais da roça, gente simples e cheia de fé. Há alguns bairros que se conservam incólumes do contágio do século. É comovente a fé viva daquela gente. Passam o ano suspirando por minha visita. Há ali muita gente que ama Deus de verdade. Pais de oito, dez, doze filhos, esposos fidelíssimos que vivem entregues ao trabalho humilde da roça e à noite rezam o terço com os filhos. São eles que detém o braço da justiça Divina”, escreveu o padre em de seus diários.
A beatificação
Além da vida dedicada as missões e ao ensino brasileiro, padre Arlindo também se destacou em outras áreas. Para defender a volta do ensino “clássico”, visitou inúmeras rádios e jornais no Rio de Janeiro, o que o fez tomar gosto pela comunicação. Por muitos anos manteve um programa semanal em rádios consagradas daquela época, como a 9 de Julho, além de ser um dos principais colaboradores de grande jornais. Seu poder de comunicação manifestou-se também como escritor e compositor de canções sacras. Até os dias de hoje, quem acompanha as missas da Matriz, aprecia suas composições musicais sacras.
Nos últimos anos de sua vida, dedicou-se integralmente ao povo do interior mineiro, principalmente na região de Mariana e na época São Domingo de Gusmão, hoje Diogo de Vasconcelos. Na igreja desta cidade, reunia verdadeira multidão para ouvir suas palavras. E seu amor por aquele povo era tão intenso, que sempre manifestava o seu grande desejo: o dia que tivesse de partir, que fosse em meio aquele povo, e se Deus assim permitisse, enquanto rezava com ele.
E assim foi: em 4 de agosto de 1963, logo após celebrar a missa em homenagem ao santo padroeiro da cidade caiu morto aos pés do altar. Suas últimas palavras foram “quod ore sumpisimes” durante abluções, exclamadas em voz alta. Depois disso, o missionário havia se transformado em Santo, e a sua passagem pela terra encerrada. A notícia chegou a Capão Bonito, e a população chorou e lamentou a partida do “maior dos capão-bonitenses”.
Após sua morte, vários milagres foram atribuídos ao padre Arlindo Vieira, os quais foram relatados pelo arcebispo da cidade de Mariana-MG. Em 1985, o padre jesuíta Murilo Moutinho, iniciou a coleta de depoimentos, documentos e relatos sobre a vida e os possíveis milagres que pessoas receberam por interseção do padre. Tudo seria reunido em um livro, a ser enviado ao Vaticano, para o processo de sua beatificação. Essa documentação encontra-se sob análise.
Depoimentos
“Padre Arlindo Vieira se tem destacado em nossos meios intelectuais e religiosos como educador, orador e jornalista brilhante. Dispondo de um renome nacional, ser-lhe-ia fácil deixar correr amenamente a vida – como fazem tantos intelectuais – dedicando-se ao brando mister de sustentar causas fáceis, pontos de vista geralmente admitidos, teses incontroversas. Mas, verdadeiro Sacerdote de Deus, a têmpera de seu caráter e o ardor de seu zelo não lhe permitiriam viver nesta deleitável e luzente mediocridade. O papel do Sacerdote não consiste em assistir de palanque ao embate tremendo que se trava hoje em dia, entre Cristo e o Anticristo. Seria, nesta hora de desenlace da História, qualquer coisa de tão vergonhoso como dormir no Horto das Oliveiras, enquanto o Mestre sofria os tormentos indizíveis de sua agonia, e se dispunha para a última e suprema imolação. O Pe. Arlindo Vieira atirou-se ao campo de batalha em várias campanhas memoráveis, lutando ora em benefício do ensino, ora da ortodoxia não com frases vagas e a propósito de temas genéricos ou imprecisos, mas focalizando sempre fatos, idéias, problemas de palpitante atualidade. É ele um lutador, que não cessa de defender na imprensa, no púlpito, na cátedra, a causa de Cristo e de sua Igreja, não contra inócuos fantasmas feitos de nuvens, mas contra inimigos concretos, palpáveis, poderosos e articulados; não com tiros de festim, mas com os golpes rijos de uma argumentação cerrada e corajosa. Não lhe poderiam faltar, pois, inimigos e detratores. Houve tempo em que se dizia, como indício de que uma pessoa era boa, que “não tinha inimigos”. Hoje, é o contrário que se deve dizer: quase sempre, o homem sem inimigos é o homem sem idéias nem caráter. O Pe. Arlindo Vieira se encontra, assim, em plena batalha ideológica. Não fosse ele um jesuíta digno deste glorioso nome.
Os princípios pelos quais Pe. Arlindo Vieira se tem batido são por demais verdadeiros, nobres, transcendentais, para que não sejam repudiados e odiados por muita gente. Não é da luta, que se queixará um verdadeiro batalhador. A luta lhe faz honra. E, no caso, até os inimigos que suscitamos muitas vezes nos dão honra tanto quanto nossos amigos. Pois que é uma honra acender a iracúndia dos que, consciente ou inconscientemente, combatem e perseguem os interesses da Igreja”.
Cardeal Dom Carlos Camelo (Chanceler da Pontifícia Universidade Católica de SP) – Congresso Católico de 1947
“Sou da cidade de Diogo de Vasconcelos. Com muito orgulho eu digo que Padre Arlindo Vieira faz parte da história da nossa cidade, pois aqui ele morreu e foi sepultado. Sou testemunha de muitos milagres que ele fez, pois são muitos os devotos que visitam e rezem em seu túmulo. Que ele possa interceder por nós junto ao Pai sempre”.
Sonia Oliveira
Moradora da cidade de Diogo de Vasconcellos/MG
“Também agradeço a isso de alguém falar sobre ele. Minha avó dizia que quando o Padre Arlindo estava em Capão Bonito ele só tinha tempo para aquelas pessoas que estavam se instalando nos bairros mais longe da cidade. Minha avó Ermelinda Santos Mendes, sempre dizia a ele: “Padre tire essa batina para que eu costure”; e ele respondia o seguinte: “Ermelinda não tenho tempo para isso querida, tem um povo chegando e precisam de ajuda”. Não me esqueço dos Natais que passava em Capão Bonito, onde minha avó enfeitava o seu altar com uma grande foto de Padre Arlindo Vieira. Trinta oito anos já se passaram que carrego essa imagem comigo”
Júlio Vieira Xavier
Tremembé/SP
Sobrinho neto de Padre Arlindo Vieira









