Polícia Ambiental intensifica ações de combate ao desmatamento ilegal em todo o Estado

Por Luísa Tamura Ferrazzi

 

Com o avanço das denúncias e o crescimento das áreas de desmatamento ilegal, a Polícia Ambiental tem reforçado operações de fiscalização em todo o Estado, visando combater crimes ambientais e proteger os ecossistemas mais vulneráveis. As ações têm como foco principal a identificação de atividades ilegais de supressão de vegetação nativa, exploração irregular de madeira e ocupação clandestina de áreas de preservação permanente (APPs).

A atuação da Polícia Ambiental tem sido potencializada pelo uso de tecnologias de monitoramento remoto, como imagens de satélite e drones de alta resolução, que permitem a detecção de áreas desmatadas com maior precisão e agilidade.

De acordo com o comandante da Polícia Ambiental, Coronel João Carlos Pereira, “o uso de tecnologias avançadas nos permite agir de forma mais rápida, evitando a continuidade do dano ambiental e responsabilizando os infratores no tempo certo”.

Somente no primeiro semestre de 2025, mais de 150 autos de infração por desmatamento ilegal foram lavrados, totalizando R$ 12 milhões em multas aplicadas. As operações também resultaram na apreensão de tratores, motosserras, caminhões e cargas de madeira sem licença ambiental. Em várias ações, foram embargadas propriedades rurais que operavam sem autorização legal para supressão de vegetação.

A Polícia Ambiental tem atuado em conjunto com a CETESB, IBAMA e Secretarias Municipais do Meio Ambiente, promovendo operações conjuntas de fiscalização e ações de educação ambiental. O objetivo é ampliar o alcance das operações e orientar os proprietários rurais sobre os procedimentos legais para manejo de vegetação.

Apesar dos avanços, o combate ao desmatamento ilegal ainda enfrenta desafios estruturais, como a dificuldade de fiscalização em áreas de difícil acesso e a reincidência de crimes ambientais. Entretanto, os números mostram uma atuação mais incisiva, como redução de 20% nos focos de desmatamento detectados por satélites em comparação com 2024 e aumento de denúncias anônimas via Disque-Denúncia Ambiental, com mais de 2.000 registros no semestre.

Além da repressão, a Polícia Ambiental intensificou as campanhas de educação ambiental nas comunidades rurais, promovendo palestras e distribuindo cartilhas sobre a importância da preservação das florestas e as penalidades previstas para crimes ambientais.

Os crimes de desmatamento ilegal estão previstos na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) e podem resultar em multas, embargo de áreas, apreensão de bens e reclusão de um a três anos, dependendo da gravidade da infração.

O combate ao desmatamento ilegal pela Polícia Ambiental segue como uma das frentes mais importantes na preservação do meio ambiente e dos recursos naturais. A integração entre tecnologia, fiscalização ostensiva e conscientização tem se mostrado uma estratégia eficaz, mas a continuidade das ações e o fortalecimento das políticas públicas ambientais são essenciais para garantir resultados duradouros.

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