Polícia Civil e Conselho Tutelar resgatam criança em situação de abandono e maus-tratos em Buri

Uma operação conjunta entre a Polícia Civil e o Conselho Tutelar resultou, na tarde de quarta-feira, dia 26, no resgate de uma criança, de um ano, que se encontrava em condições degradantes de saúde e evidente quadro de desassistência em Buri.

​A ação ocorreu durante o cumprimento de um mandado judicial de busca e apreensão. Os policiais civis foram acionados para prestar apoio operacional aos conselheiros tutelares. Ao ingressarem no imóvel, as autoridades se depararam com um cenário crítico: a criança, portadora de problemas crônicos de saúde e que necessita de cuidados médicos contínuos, estava privada do tratamento essencial à sua subsistência.
De acordo com o registro oficial, a vítima depende do uso de bolsa de colostomia, mas encontrava-se totalmente desprovida do dispositivo. A região afetada apresentava lesões agudas na pele, com inchaço, vermelhidão, secreção purulenta e sangramento ativo. Tomada por fortes dores e em estado de desespero, a criança chorava intensamente no local.

​Diante da gravidade do quadro, os policiais e conselheiros realizaram o encaminhamento imediato da vítima ao Pronto-Socorro municipal. Na unidade de saúde, a equipe de enfermagem constatou que os cuidados com a colostomia haviam sido negligenciados por, no mínimo, 24 horas, expondo a criança a severo risco de infecção.

​Além da falta do tratamento médico, os profissionais constataram sinais evidentes de desnutrição e fome. Durante o acolhimento médico, ao receber alimentação da equipe do Pronto-Socorro, a criança ingeriu a comida de forma ávida e desesperada. Logo após ser alimentada e medicada, ela cessou o choro contínuo e apresentou melhora no estado emocional.

​Após a internação e o acolhimento emergencial da criança, os agentes retornaram ao imóvel e localizaram a genitora. Ela foi conduzida à Delegacia de Polícia de Buri, sem o uso de algemas ou força física, para prestar os devidos esclarecimentos perante a autoridade policial de plantão.

​O caso segue sob análise da Polícia Civil e do Conselho Tutelar para apuração das responsabilidades criminais e civis.

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