REPORTAGEM D’O EXPRESSO
O setor econômico de Capão Bonito receberá no ano de 2017 uma injeção de cerca de R$ 700 milhões, aponta estudo da IPC Marketing Editora sobre o potencial de consumo do município. Apesar da retração econômica dos últimos anos, o potencial de consumo dos capão-bonitenses aumentou neste ano.
O levantamento da IPC Marketing utiliza como base para os dados as informações de fontes oficiais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Associação Brasileira de Estudos Populacionais (Abep) e o Ministério da Fazenda.
No ranking nacional, que inclui 5.565 cidades, Capão Bonito está na 780ª posição e no mercado paulista, entre 645 municípios, o potencial de consumo capão-bonitense está entre os 200 maiores mercados.
Segundo o estudo, a classe C de Capão Bonito é a que possui maior potencial de consumo no município, com participação de 41%.
Em valores, o levantamento do IPC mostra que a classe C deverá consumir até o final do ano R$ 244 milhões. Além disso, essa classe econômica avançou com relação ao ano passado, saltando de 34,9% de participação para 41%.
Já os consumidores mais ricos da cidade, a classe A, diminuiu o seu potencial de consumo de R$ 100 milhões em 2016 para R$ 56 milhões em 2017. A classe B também mostrou uma leve retração de R$ 6 milhões com relação ao levantamento anterior. Já a média de consumo per capita cresceu, passando de R$ 12.288,34 para R$ 14.995,68 no ano.
O setor de Manutenção do Lar é o maior da cidade com relação ao potencial de consumo. Neste ano, esse ramo de atividade receberá cerca de R$ 174 milhões, ou seja, a maior fatia de consumo de Capão Bonito será destinada para despesas como aluguel residencial, contas de energia, água, telefone, IPTU, serviços domésticos, entre outros.
Opinião
O secretário de Governo, Indústria e Comércio do Município, Marcelo Varela, diz que a projeção de Capão Bonito no cenário econômico coloca a cidade como alvo para investimentos e citou como exemplo a nova política de atração de empresas junto ao novo Distrito Industrial. Ele destaca ainda que a projeção da economia do País para este ano é de melhora, com sinais de retomada do crescimento. “A economia de nosso País já chegou ao fundo do poço e agora começa a se recuperar. Nível de inflação menor, queda dos juros e da inadimplência, aumento do nível de emprego. Isso tem estimulado os setores da atividade econômica. É a chamada roda produtiva: pessoas consumindo mais, empresas fabricando mais e, consequentemente, vendendo mais e gerando mais empregos. O resultado: aumento do potencial de consumo”, explicou.









