O prefeito de Capão Bonito, Marco Citadini, esteve no dia 20, em audiência com o superintendente do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) Edson Fernandes para tratar de temas relacionados ao reflorestamento e seus efeitos socioeconômicos no município que é o 5º em extensão territorial do Estado de São Paulo.
O chefe do Executivo pediu sugestões e apoio técnico para buscar alternativas para que o município seja compensado pela ocupação de mais de 25% do seu território com uma atividade que não pode ter seu processo de industrialização devido a lei estadual 2090 de 1979 que impede a instalação de fábrica de celulose na Bacia do Rio Paranapanema.
“Vim pedir ao dr. Edson Fernandes orientação e apoio do INCRA para que possamos ter uma legislação e instrumentos de compensação que diminuam o prejuízo que o município tem com o excesso de presença de reflorestadoras em nosso território”, disse o prefeito a O Expresso.
O superintendente do INCRA disse ao prefeito que ele estava buscando o órgão correto para ter todas as informações necessárias para que possa em-basar inclusive uma lei municipal que discipline o plantio de culturas como o eucalipto no município. Fernandes se dispôs a colocar sua equipe técnica toda à disposição para que possam apoiar a prefeitura na busca de soluções para a grande ocupação de áreas de reflorestamento em Capão Bonito.
“O INCRA dará a Capão Bonito todo o apoio que for necessário para que a cidade possa ser compensada, pois a ocupação de milhares de alqueires por uma única atividade é muito prejudicial a suas chances de desenvolvimento”, disse o superintendente do INCRA.
Com as informações recebidas do representante do órgão, o prefeito irá agora oficializar um pedido de informações para ter um quadro geral para a questão da ocupação de milhares de alqueires com reflorestamento.
O prefeito inclusive chegou a pedir informações sobre a possibilidade de aprovar uma lei municipal que discipline a cultura do eucalipto no município, o que segundo informações previas do órgão é perfeitamente factível. “Apresentei minha ideia de criar uma área de proteção que impeça o plantio de madeira para fins de celulose, o que para os técnicos do INCRA é perfeitamente possível tendo em vista legitimidade do município em legislar sobre temas afeitos sobre seu território”, disse o prefeito.
Nas próximas semanas a prefeitura irá protocolar uma série de pedidos de informações no INCRA para em seguida caminhar para reuniões técnicas visando formatação de lei municipal e até ações de fiscalização do órgão.









