Prefeito Marco Citadini divulga balanço do primeiro ano de mandato

O jornal O Expresso inicia a partir desta edição uma série de reportagens com os prefeitos das cidades de Capão Bonito, Ribeirão Grande, Guapiara e Buri, sobre as ações que marcaram o primeiro ano de seus respectivos mandatos.
A primeira entrevista foi com o prefeito Marco Citadini, que também acumula importantes funções na política regional e estadual, atuando com presidente do Condersul (Consórcio de Desenvolvimento das Regiões Sul e Sudeste do Estado de São Paulo), e como diretor fiscal da APM (Associação Paulista dos Municípios).

ENTREVISTA
O Expresso – Quais foram as principais ações nesse primeiro ano de mandato?
Marco Citadini – Foi um ano difícil para todo o país. As prefeituras sofreram queda na arrecadação e muito serviço público ficou comprometido. Por isso, priorizamos as ações administrativas, cortando secretarias e cargos de confiança, pagamos quase todas as contas e fizemos tudo para não comprometer as finanças da prefeitura, e atualizamos o Código Tributário Municipal e o Codigo de Postura, que estavam defasados gerando assim a possibilidade de novas receitas através da cobrança de ISS das operações de cartões de crédito na cidade e na regularização do ITBI e ITR. Também melhoramos o sistema de compras e licitação, gerando mais de R$ 3 milhões em economia, e conseguimos também a isenção de pedágio para todos os veículos municipais, e deixamos de pagar quase R$ 200 mil. Revimos contratos e cortamos tudo que era possível para economizar o dinheiro oriundos dos impostos.
OE – Na campanha, sua bandeira foi a Geração de Emprego e a Saúde. O que foi feito nesses setores?
Marco Citadini – Fizemos muito. Começamos pela lição de casa. Priorizamos, com apoio de vários empresários da cidade, no primeiro semestre a estruturação do novo Distrito Industrial com a limpeza completa da área, arruamento e regularização documental. Nessa parceria a prefeitura cedeu as máquinas e os operadores e os empresários custearam o combustível. Em seguida, iniciamos a doação de áreas para os novos investimentos e agora já estamos na finalização do projeto de instalação de energia, água e esgoto. Pode até não parecer muito aos olhos da população, mas foi um grande passo para aumentarmos a geração de emprego. 60% da área já foi doada e com certeza, muita coisa boa vem por aí Visitamos grandes empresas e até mesmo as Câmaras de Comércio Brasil e China e Brasil e Japão. Continuamos buscando investidores que queiram trazer seus negócios para nossa cidade
OE – E a Saúde?
Marco Citadini – Os maiores investimentos do primeiro ano foram na Saúde e muita coisa avançou. Diminuímos e muito o fura-fila, que atrasava o nosso sistema e nossa meta é acabar 100% com a intervenção política no setor, vamos iniciar a informatização total do setor.
Quem decide a prioridade são os profissionais que atuam no setor. Além disso, compramos duas novas ambulâncias com recursos de economia e ganhamos outras duas do Governo Federal.
Colocamos para funcionar o nosso mamógrafo. Mudamos a Central de Vagas e Transporte da Saúde para um novo prédio, mais amplo e com melhor atendimento à população. Implantamos a UBS da Nova Capão Bonito e vamos inaugurar mais duas novas UBSs esse ano.
Unidade de Saúde não é apenas tijolo e cimento, é atendimento, profissionais, equipamentos e mobiliário. Conseguimos ainda R$ 800 mil para a construção de uma Policlínica de Especialidades na Vila São Paulo e mais três UBSs na cidade, com o apoio dos deputados Vitor Lippi e Guilherme Mussi. Também mantivemos em dia os repasses para a Santa Casa que é nossa parceira. Estamos trabalhando bastante para oferecer uma Saúde de qualidade para os capão-bonitenses, mas ainda temos muito a fazer.
OE – Os setores de Esporte e Cultura também sofriam reclamações da população. O que fez?
Marco Citadini – Avançamos muito nesses setores. Criamos a Virada Cultural, que foi referência em toda a região. Resgatamos o Carnaval para a família, o Desfile de 2 Abril. Estamos valorizando toda a classe artística com o Música na Praça, apresentações em eventos oficiais, festivais de dança, apoio ao hip hop e a todas as demais expressões culturais do município. Tivemos a Exposição da Revolução de 32 em parceria com o Capitão Wagner de Oliveira, e vamos comprar neste ano um Palco Acústico Móvel, em formato de concha, intensificar as ações do Museu da Imagem e do Som, resgatar o Fima.
Já no Esporte, mesmo com pouco recurso, fizemos uma revolução. Levamos uma delegação de 140 atletas aos Jogos Regionais e os resultados foram surpreendentes. Acendemos novamente a chama do Esporte capão-bonitense. Tivemos ainda delegações para os Jogos Abertos e Jogos dos Idosos. No futebol, demos apoio a realização da Copa São Paulo de Futebol Junior em Capão Bonito, com participação histórica do Elosport, e promovemos uma Super Copa de Futsal no Ginásio José Elias de Proença. Tudo isso gastando menos. Apoiamos ainda modalidades como Judô, Atletismo, Sumô, Tênis de Mesa, e muita atividade de lazer nos bairros.
OE – O que tivemos de obras na cidade?
Marco Citadini – Em apenas 12 meses, apesar do orçamento comprometido, fizemos muita coisa boa.
Novo asfalto na rua Bom Jesus dos Chaves, recapea-mento de todas as ruas do Jardim São Francisco. Entregamos, junto com o governador Geraldo Alckmin, a recuperação da SP-250, onde tive participação direta na conquista.
Criamos um programa moderno e mais eficiente para a recuperação das estradas rurais. Investimos R$ 800 mil num trecho crítico de 6 km no Turvo dos Almeidas. Recuperamos uma área ambiental no Água Quente e ainda recuperamos 27 pontes. Iniciamos ainda, com recursos próprios, a reforma da Rodoviária.
OE – O que mais você destaca neste primeiro ano de mandato?
Marco Citadini – Com a queda na arrecadação tivemos que ser criativos e correr atrás de deputados e senadores em busca de recursos e o resultado foi altamente positivo.
Conseguimos mais de R$ 6 milhões com o apoio de deputados como Guilherme Mussi, Giriboni, Vitor Lippi, Milton Monti, Herculano Passos, Goulart, Alexandre Leite, Itamar Borges e os senadores José Serra e Marta Suplicy. Além do apoio do governador Geraldo Alckmin e dos diretores da APM, Carlos Cruz e Marcelo Barbieri.

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