Prefeitos decidem pelo não retorno às aulas nas escolas municipais da região Sudoeste

Em reunião por vídeo na manhã da última quarta-feira, dia 09, os prefeitos que fazem parte do Condersul decidiram que as aulas presenciais nas escolas municipais das cidades que fazem parte do consórcio não deverão retornar às aulas neste mês de setembro. Além dos prefeitos, fizeram parte da reunião e colocaram sua posição favorável ao retorno os dirigentes de Ensino das cidades de Itararé, Itapeva e Apiaí, respectivamente, João Torquato Junior, Dorival e Ana Paula Dorini.
Representando o governo estadual os dirigentes defenderam o retorno nas escolas que são administradas pela Secretaria Estadual de Educação em princípio para atividades de reforço e para um número bem restrito de alunos.
Os prefeitos foram unânimes em informar que levantamento feito em suas respectivas cidades apontou que mais de 80% dos pais não devem mandar seus filhos neste momento para aulas presenciais. Além da falta de apoio da população para o retorno, que implicaria na montagem de toda uma estrutura para atender alguns poucos alunos, os prefeitos enfatizaram as peculiaridades dos alunos matriculados na rede municipal, que são de faixa etária bem mais nova do que na rede estadual.
Outro fator que motivou os prefeitos a não apoiarem o retorno às aulas foi o fato de que muitos alunos da rede estadual têm irmãos que estudam na rede municipal e isto ampliaria a possibilidade de crescimento dos casos já que haveria contato entre familiares de alunos da rede estadual.
“Na nossa cidade são muitas as famílias que têm filhos matriculados nas redes estadual e municipal e isso logicamente permite um contato maior e se o Estado voltar às aulas poderá aumentar os riscos para todas as famílias”, disse a prefeita de Guapiara, Pixa Pássaro.
Gestores de cidades que tiveram o pico dos casos nos últimos dias, como Itararé, também entendem que este não é o momento para retorno às aulas e deixaram claro que não vão permitir a volta mesmo que sejam para atividades complementares nas escolas estaduais.
O município de Capão Bonito, que segundo a prefeitura, tem seus casos de Covid-19 controlados, a volta às aulas não ocorrerá na rede municipal, mas poderá ser facultado às escolas particulares e às escolas estaduais a volta às aulas apesar do município não recomendar o retorno por acreditar que haverá pouca adesão e que ampliará a possibilidade de contaminação.
“Se o Governo do Estado já lançou um decreto dele disciplinando o retorno não faz sentido agora jogar para os prefeitos a definição para a volta às aulas. No passado tentávamos dialogar mostrando que muitas medidas eram inadequadas para nossa realidade e não fomos ouvidos e agora o governador inverte as coisas deixando a decisão para os municípios. Isso não é certo”, disse um prefeito presente à reunião.
Após ouvirem várias colocações dos representantes da área de Educação de todas as cidades, prefeitos e dirigentes de Ensino, ficou decidido por unanimidade pelos participantes que não haverá retorno das aulas em escolas municipais, mas que cada município fará decreto próprio em que decidirá se vai permitir o retorno das aulas nas escolas estaduais e particulares.
Em cidades como Capão Bonito, por exemplo, as escolas particulares, que são fiscalizadas pela Diretoria de Ensino de Ita-peva e as escolas estudais poderão voltar às aulas presenciais, mas com a ciência que se algum funcionário for contaminado ou mesmo se houver transmissão em número elevado de pessoas a responsabilização recairá sobre quem decidiu voltar às aulas.

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