REPORTAGEM D’O EXPRESSO
Depois de receber notificações da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil sobre a falta de um Plano de Zona de Proteção Básica no Aeródromo Municipal de Capão Bonito, a prefeitura local criou uma força tarefa através da Assessoria de Governo e Secretaria dos Negócios Jurídicos para regularizar a situação e retornar com as atividades áreas na pista pavimentada de 1.000 metros construída no início da década de 80.
De acordo com a Anac, as operações no Aeródromo de Ca-pão Bonito estão suspensas desde 2016 por falta de algumas documentações exigidas para o devido funcionamento e segurança.
No ano passado, na gestão do ex-prefeito Julio Fernando, a prefeitura iniciou um processo licitatório para a contratação de uma empresa do setor aéreo para a realização do plano de proteção, porém, mesmo assinando o acordo, a contratada não efetivou o serviço e foi devidamente notificada para ressarcir os cofres públicos.
A prefeitura retomou o processo de regularização em junho e firmou uma parceria com o deputado federal Guilherme Mussi e com o empresário Carlos Ferreira, proprietário da Fazenda Santa Rosa, em Capão Bonito, que entenderam a importância estratégica do aeroporto para o desenvolvimento econômico do município e da região e disponibilizaram os serviços da empresa Airsoft para a elaboração do Plano de Proteção Básica.
Esse documento exigido pelos órgãos que regulamentam o setor aéreo no país, compreende a elaboração de uma planta detalhada da construção e sinalização do aeródromo, outra planta técnica sobre o perfil da pista de pouso e decolagem e sua dimensão, confecção de requerimentos específicos para a Anac, mais uma planta baixa com informações de equipamentos de segurança, entre outras exigências documentais.
Segundo a prefeitura, a empresa responsável pela regularização estará no município nos próximos dias para iniciar as atividades e os levantamentos topográficos e de campo.
“O aeroporto é uma questão estratégica para um município que pretende crescer e se desenvolver economicamente. Os grandes empresários, sejam eles do agronegócio ou do setor industrial, se locomovem por aeronaves próprias ou alugadas para ganhar tempo e agilidade”, destacou o prefeito Marco Citadini.
Mesmo gerando uma economia de aproximadamente R$ 40 mil na elaboração do Plano Básico, a prefeitura terá que quitar algumas multas e taxas junto à Anac para que aeroporto volte a operar.









