Professoras eventuais podem ficar de fora do plano de vacinação

As professoras eventuais e com mais de 47 anos da Rede Municipal de Educação de Capão Bonito estão angustiadas pelo fato de não poderem receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19 que começa a ser distribuída amanhã, dia 12, aos demais educadores e servidores da Secretaria de Educação.

De acordo com alguns professores eventuais consultados pela reportagem d’O Expresso o problema está na “burocracia”. Segundo eles, para cadastrar o professor no plano de vacinação é preciso anexar o holerite dos meses de janeiro e fevereiro. “Não temos holerite, mas lecionamos e teremos contato direto com os alunos, pais e demais pessoas da escola. E daí, vamos ficar de fora da vacinação porque a Prefeitura não encontra uma alternativa burocrática para resolver essa questão?”, falou uma eventual.

A Prefeitura de Capão Bonito, através do setor de Recursos Humanos, ainda não se posicionou oficialmente sobre a possibilidade em gerar um documento especial que substitua o holerite para os professores temporários e assim, possibilitar o devido cadastro da imunização contra a Covid-19.

Enquanto a Secretaria de Educação de Capão Bonito e o setor de Recursos Humanos batem cabeça e não conseguem resolver um simples problema burocrático, professores eventuais correm o sério risco de ficarem de fora da vacinação, mesmo o Governo de São Paulo autorizando a imunização aos professores temporários.

“Poderão ser vacinados os profissionais que atuam nas escolas das redes públicas (municipal, estadual e federal) e privada com idade a partir de 47 anos. Serão imunizados funcionários que atuam em diversas funções, como secretários, auxiliares de serviços gerais, faxineiras, mediadores, merendeiras, monitores, cuidadores, diretores, vice-diretores, professores de todos os ciclos da educação básica, professores coordenadores pedagógicos, além de professores temporários”, disse em nota o Governo de São Paulo.

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