Profissão: Político

Na semana passada a Justiça Eleitoral rejeitou mais uma vez uma ação de investigação eleitoral movida contra os atuais governantes de Capão Bonito pelos candidatos derrotados na eleição de 2016.
Esta foi a terceira decisão favorável aos vencedores do pleito e ao que parece os vencidos continuarão tentando novas investidas.
É um direito de qualquer um buscar na Justiça uma reparação caso sinta-se injusti-çado, isso ocorre em qualquer esfera, mas não deveria ser possível usar o Judiciário com outras finalidades.
É comum no meio político agentes da oposição buscarem guarida do Judiciário para impor dificuldades para seus adversários que estão no poder com a única e evidente justificativa de causar trabalho e impondo a perda de tempo e energia que deveriam ser dedicados aos projetos de interesse comum da cidade.
Um das questões que chamam atenção na política capão-bonitense é que muitos postulantes a cargos públicos fazem da função pública um emprego.
No caso específico da ação de investigação eleitoral movida contra o atual prefeito e seu vice, dos quatro autores do pedido de investigação três fazem da política uma profissão.
Em alguns países mais desenvolvidos que o nosso, os políticos não têm direito a reeleição e assim que terminam seus mandatos voltam para suas respectivas profissões, já em outros países os cidadãos exercem seus mandatos e continuam atuando em suas profissões de origem para que não se transformem em políticos profissionais como é o caso de muitos dos atuais políticos capão-bonitenses.
Em Capão Bonito parece ser comum o político deixar sua atividade profissional de lado para se dedicar exclusivamente a ocupar cargos públicos, para alguns parece que a cidade só lhe serve caso lhe eleja a um cargo de prefeito, se não for para ser prefeito o cidadão vai se acomodar em outro canto sempre à procura de ocupação em cargo público estadual ou municipal.
Talvez seja por este desespero por ter uma chance, mesmo que muito remota de ocupar um cargo de prefeito, que muitas pessoas que têm na política a sua exclusiva profissão recorram tanto à Justiça para se apegar as últimas das esperanças, mas não de ser prefeito, mas sim de ter um emprego de destaque.
É por isso que em muitas cidades do Brasil prefeitos deixam de servir suas cidades, mas sim passam a se servir das prefeituras que administram e é exatamente nestas localidades que muitas coisas acabam acontecendo de forma indevida.
Todo político que vive dos votos populares deveria valorizar ao extremo a escolha feita pela população.
A escolha da maioria de seus concidadãos é o que existe de mais importante na democracia. Os vitoriosos que comemorem e coloquem em prática seus planos e os derrotados que tentem em outra oportunidade convencer os munícipes para serem honrados com sua escolha e enquanto não forem escolhidos que continuem vivendo sua vida em comunidade e trabalhando em sua profissão.
O problema de muitas cidades, como Capão Bonito, é que muitos têm como profissão a política e não sabem fazer outra coisa que não seja politicagem.

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