O Projeto Saúde Bucal, que já está na 2ª fase, está beneficiando estudantes da rede municipal no maior bairro de Capão Bonito, a Vila Aparecida.
Recentemente, alunos da 2ª etapa da Escola Municipal Balangá, da Vila Aparecida, receberam a visita da equipe do odontologista Fabrício Olivati.
A forma cuidadosa e carinhosa em que as avaliações são feitas é muito elogiada por professores, direção da escola e alunos.
Segundo Fabrício Olivati, que já foi secretário de Saúde no município, o grande objetivo é reduzir o índice de cáries principalmente na primeira infância, além de orientar para a escovação correta e estimular os hábitos de higiene bucal.
Os alunos também recebem kits de higiene bucal nas visitas.
De acordo ainda com Fabrício Olivati, desde o momento em que nasce, a criança estabelece uma interdependência com o seu meio, tendo os pais, cuidadores ou responsáveis um papel fundamental nesse desenvolvimento biopsicossocial.
“A melhor maneira de motivar pré-escolares acerca de saúde bucal é através dos pais, pois estes desempenham um papel psicossocial muito importante para os filhos. Desta forma,o exemplo estabelecido pela família tem grande impacto no desenvolvimento de hábitos de saúde bucal da criança. Tendo em vista o papel fundamental dos pais na promoção e na manutenção da saúde das crianças, é importante o conhecimento daqueles sobre a saúde bucal de seus filhos nos primeiros anos devida, já que na faixa etária de zero a três anos de idade a criança é totalmente passiva em seus hábitos de saúde bucal (higienização e controle alimentar), dependendo dos pais para realização destas tarefas”, explicou o odontologista.
Nos últimos anos, transformações significativas nas condições de saúde bucal puderam ser observadas, segundo o levantamento epidemiológico brasileiro SB Brasil. No entanto, observa-se que essa melhora foi menos sensível com relação aos hábitos de higiene e condições periodontais. No que diz respeito à primeira infância, os dados mostram que quase 27% das crianças de 18 a 36 meses apresentam pelo menos um dente decíduo com experiência de cárie, e esta proporção aumenta para quase 60% das crianças aos 5 anos de idade, sendo que muitos municípios tinham entre as suas metas para o ano 2000 um percentual de 100% das crianças de zero a um ano de idade livres de cárie.









