Aproveitando o protesto feito pela categoria em quase todo o país, os caminhoneiros de Capão Bonito e região também se mobilizaram e fecharam rodovias que cortam o município desde o começo desta semana.
A greve praticamente paralisou a logística de transporte em todo o país e em algumas cidades já existe falta de produtos principalmente de combustíveis.
Nas cidades da região ocorreram paralisações nas rodovias Francisco Alves Negrão, a SP 258 que liga Capão Bonito a Itapeva, na Francisco da Silva Pontes, a SP 127 que liga Capão Bonito a Itapetininga e na Sebastião de Camargo Penteado, a SP 250 que liga Capão Bonito a Ribeira.
O ponto de concentração com maior presença de caminhoneiros de Capão Bonito está localizado na rodovia SP 250, alguns metros à frente do aeroporto do município no Km 228, onde caminhoneiros e apoiadores fizeram barreiras para diminuir a velocidade de veículos pequenos e para parar caminhões de carga. Estão sendo queimados pneus nos acostamentos para sinalização de longa distância.
Os caminhoneiros querem urgentemente a mudança na política de reajuste implantada pela Petrobras que nas últimas semanas leva em consideração o valor do barril de petróleo no mercado internacional e a variação do dólar americano.
A nova forma de alinhamento dos preços motivou aumento nos valores cobrados nos postos de combustíveis nas últimas semanas o que revoltou o setor de transporte de cargas ro-doviário no país que movimenta a grande maioria da produção nacional.
Conforme balanço feito pela reportagem d’O Expresso com base em informações do comando do Policiamento Rodoviário, houve bloqueios em várias cidades além de Capão Bonito, sendo os mais significativos em Itararé, Paranapanema, Taquarituba, Taquarivaí, Itapeva, Avaré, Piraju e Manduri.
De acordo com os manifestantes, no início do protesto na segunda-feira, dia 21/05, teve 100 pessoas participando do ato. O Policiamento Rodoviário estimou em torno de 70 pessoas.
Além dos pneus queimados às margens da rodovia, próximo do local onde os caminhões estavam estacionados faixas foram estendidas. Somente automóveis e caminhões com cargas perecíveis puderam passar.
Segundo caminhoneiros da Cooperativa de Transporte e Logística de Capão Bonito e Região (CTLCB), somente na semana passada, foram cinco reajustes diários seguidos de combustíveis.
A informação dada pela Petrobras que diz que as revisões podem ou não refletir para o consumidor final dependendo isso dos postos de combustíveis revoltou muitos dos manifestantes, pois todos alegam que os proprietários de postos não podem trabalhar em prejuízo.
Com a paralisação em vários pontos do país a falta de fornecimento de combustíveis acabou provocando uma corrida dos consumidores aos postos de combustíveis da cidade, ocasionando grandes filas e até mesmo falta de alguns itens em alguns postos.
Prefeitura de CB
prioriza serviços
A prefeitura de Capão Bonito informada por seus fornecedores decidiu por priorizar os serviços públicos que necessitam do uso de transporte. Desde a manhã da última quinta-feira, dia 24 de maio, foram interrompidos alguns serviços da Secretaria de Obras e restringido vários serviços não essenciais. Foram mantidos os serviços de transporte de pacientes emergenciais e transporte de alunos de bairros rurais, a intenção da prefeitura é voltar a normalidade dos serviços assim que o abastecimento seja restabelecido.
Fila nos postos
de combustíveis
O primeiro sintoma direto para a população de Capão Bonito está sendo a fila nos postos de combustíveis para encher o tanque do carro. Desde a manhã do último dia 24 as filas nos postos estão frequentes com o motorista aproveitando para encher o tanque para não ficar sob o risco de não se locomover por falta de gasolina ou álcool.
Com a greve, os postos de combustíveis não estão recebendo carregamento que já estavam programados, mas na cidade não houve aumento exagerado nos preços, a maioria dos estabelecimentos manteve o preço que estava praticando há alguns dias, diferentemente do que ocorreu em outras cidades onde o preço do álcool e da gasolina chegou a dobrar. Na cidade de Sorocaba alguns postos vendiam a gasolina a R$ 8,00 o litro, o dobro do preço que estava sendo praticado.









