Nos últimos meses, Itália e Reino Unido anunciaram alterações em seus processos de concessão de vistos de trabalho e cidadania, tornando mais rigoroso o ingresso de imigrantes nesses países. Em paralelo, Portugal deve levar ao Parlamento, após as eleições de domingo (18/05), um projeto para revisar os prazos de aquisição da nacionalidade.
O premiê britânico Keir Starmer comprometeu‑se a reduzir “significativamente” o número de imigrantes legais, enquanto a Itália busca fixar limites mais estritos para “evitar abusos”, como a comercialização de passaportes. Em ambos os casos, o foco está na limitação da imigração por vias formais — vistos, autorizações de residência e naturalização.
Em Portugal, o PSD, partido atualmente no governo, pretende elevar de forma substancial o tempo de residência exigido para a obtenção da nacionalidade portuguesa, passando-o para 10 anos. Ainda não há detalhes sobre regras de transição ou aplicação da medida, mas estima‑se que a proposta impacte milhares de brasileiros residentes no país.
O governo português também anunciou que notificará cerca de 18 mil imigrantes em situação irregular para que deixem o território nacional. Segundo o ministro da presidência, António Leitão Amaro, esses estrangeiros tiveram seus pedidos de residência negados pela Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) após análise que constatou o descumprimento das normas locais.









