Ribeirão Grande mantém viva a sua história com a restauração da Casa Grande

Considerado o principal patrimônio histórico e cultural do município de Ribeirão Grande, a Casa Grande está sendo restaurada numa iniciativa que envolve a Prefeitura Municipal e a comunidade do bairro Ribeirão dos Cruzes.

O processo de restauração foi iniciado ainda no final da gestão da gestão da ex-prefeita Rosenilda Preta e o atual prefeito Marcelo Nunes (PP) está dando continuidade.

O imóvel do século XVIII passou por diversas obras de restauro, porém, nos últimos anos, devido à falta de manutenção, sua estrutura física foi se deteriorando, chegando, inclusive, a ficar comprometida a ponto de ser interditada, por isso, a nova restauração, que foi autorizada pelo órgãp de tombamento de patrimônios históricos e culturais do Estado de São Paulo, se tornou prioridade para a preservação da história do município de Ribeirão Grande.

A Casa Grande também já abrigou o Centro Cultural de Ribeirão Grande, onde os visitantes tinham a oportunidade de conhecer parte da história da cidade através da exposição de fotografias, peças e objetos antigos, doados pelas famílias tradicionais do município.

No último mês de fevereiro, funcionários da Prefeitura e moradores do bairro Ribeirão dos Cruzes se reuniram para uma das atividades mais importantes da reforma: o barreamento, que é o processo de preenchimento das tramas de madeira com barro em suas paredes de pau-a-pique, mantendo assim as características arquitetônicas do imóvel histórico.

Considerada o principal símbolo de Ribeirão Grande, a Casa Grande foi tombada como patrimônio cultural pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT) em 2018, devido à sua arquitetura colonial, expressada nas paredes construídas com vigas de madeira e argila socada com as mãos, forma típica de construção nos séculos XVIII e XIX.

A Casa Grande serviu ainda como residência da família Cruz, a mais tradicional do Ribeirão dos Cruzes, e depois foi transferida à comunidade católica do bairro para celebrações religiosas, aulas de catequese, festas da Padroeira Sant’Anna e reuniões comunitárias. Ao longo do tempo, também foi Venda – espécie de mercearia da época-, e também Posto de Trocas de tropeiros e garimpeiros que passavam pela região.

Manter a Casa Grande em pé, é manter viva a história de um dos municípios com grande riqueza cultural e histórica do Estado de São Paulo.

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