A primeira Conferência Nacional de Saúde e Direitos da Mulher aconteceu em 1986, e após 30 anos serão retomadas as discussões que reunirá mulheres para pensar a política nacional de saúde. A expectativa é que esta conferência seja a efetivação do controle social no SUS para a saúde das mulheres.
A fase preparatória está em curso e as primeiras etapas municipais e conferências livres já estão acontecendo nos municípios e posteriormente no Estado.
Em Capão Bonito a Conferência Livre foi realizada na tarde da última segunda-feira, dia 20.
“A Secretaria Municipal de Saúde estuda dados e indicadores para investir na saúde e ouvir isso dos munícipes de forma aberta e organizada é a coisa mais enriquecedora que a gestão tem de trabalho”, destacou a secretária Ana Fernanda.
De acordo ainda com a secretária, a partir das propostas da conferência, haverá novas bandeiras a serem levantadas, pois muitas vezes, não há oportunidade de unir tantas fases de mulheres – mães, gestantes, trabalhadoras da saúde, mulher do campo e da cidade, adolescentes, aposentadas, do lar, do comércio. “A possibilidade de ouvi-las enriquece o trabalho desenvolvido”, destacou.
“Esperamos que sejam trazidos novos olhares e um fôlego também, porque é sempre muito bom ter contato com quem está lá na ponta sendo usuária do serviço de saúde e parte da sociedade. Isso revigora todo mundo”, acrescentou a articuladora municipal de Educação Permanente em Saúde Luana Daniel Konno.
Na conferência municipal de quarta-feira foram discutidos o papel do Estado no desenvolvimento socioeconômico e ambiental e seus reflexos na vida das mulheres; o mundo do trabalho e suas consequências na vida e na saúde das mulheres; a vulnerabilidade nos ciclos de vida das mulheres na Política Nacional de Atenção Integral à saúde das mulheres e as políticas públicas para mulheres e sua participação social.
“As discussões vão permear desde a Saúde no Brasil e SUS, até o Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher – PAISM. Cada eixo temático gerará uma proposta que será levada as demais conferências de âmbito Regional e por fim Estadual. A mulher é um leque de intersetorialidade, você não fala da mulher sem a educação, a cultura, sem o homem, sem a criança, sem a questão ecológica, meio ambiente e precisa ser trabalhada”, afirmou Luana Konno.










