Secretário Marco Vinholi nega reclassificação de Sorocaba no Plano São Paulo

O secretário estadual de Desenvolvimento Regional e uma das principais lideranças do Centro de Contigência de combate ao Coronavírus do Governo de São Paulo, Marco Vinholi, foi enfático ao afirmar em reunião virtual com os prefeitos da região de Sorocaba de que “não haverá reclassificação de fase para nenhuma cidade da região”, segundo a prefeita Simone Marquetto (MDB), de Itapetininga, uma das participantes.

De acordo com Marqueto, o encontro virtual discutiu pautas econômicas e sanitárias e uma possível flexibilização à regressão à Fase Vermelha do Plano SP, e que afeta 48 municípios do Sul Paulista, incluindo Capão Bonito.

“Não haverá mudança para nenhuma cidade e também não haverá mudança de forma isolada”, lembrou a prefeita, segundo a fala do secretário. Ainda conforme a chefe do Executivo de Itapetininga, o secretário lembrou que a cidade que descumprir o Plano São Paulo poderá ter problemas jurídicos. “Ninguém que ficar na fase vermelha. Mas a gente entende que o enfrentamento vai gerar uma discórdia muito grande. Entendemos que é ruim para a economia. Não estamos felizes com isso”, garante a prefeita.

Em Itapeva, comerciantes, lojistas e funcionários organizaram uma manifestação em frente à sede da Prefeitura Municipal protestando contra à regressão à Fase Vermelha e que fechou boa parte do comércio local. Alguns comerciantes da cidade descumpriram a determinação estadual, alinhada com o decreto municipal, porém, já foram notificados e orientados ao fechamento.

Em Capão Bonito, a ACIAP (Associações Comercial) emitiu um comunicado oficial demonstrando “indignação” ao fechamento do comércio, porém, na publicação não propôs nenhuma solução junto ao Governo Municipal para a elaboração de um plano paralelo levando em conta as estatíticas da Vigilância Epidemiológica e as características do município sobre a origem da contaminação, evitando assim prejuízos maiores ao comércio local.

Finaliza a ACIAP: “Um fechamento neste momento, acarretaria grande crise econômica e demissão em massa da mão de obra local, prejudicando e muito o desenvolvimento da cidade”.

 

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