Há algumas semanas a prefeitura da cidade de São Paulo com o apoio do Governo do Estado tem feito várias ações para desmanchar a cracolândia, que era quase um bairro na região central da cidade onde dependentes químicos se aglomeravam com a intenção de usar e comercializar drogas.
A ação claramente dividiu opiniões quando foi mais incisiva ao derrubar barracos e praticamente impor aos usuários como única opção o tratamento forçado.
Muitos condenaram a ação comandada pelas autoridades paulistanas por acharem que ela foi truculenta e que não respeitou os direitos individuais dos interceptados. Outra parcela significativa elogiou a ação do poder público e até mesmo queria mais rigor por entender que a situação estava fugindo do controle das autoridades.
Trata-se de um tema complexo pois envolve sentimentos e até mesmo a vida das pessoas que se encontram numa situação de fragilidade.
Mas o certo é que prefeitura alguma pode ficar sem dar uma atenção especial a este tipo de problema. O fator cracolândia da capital atualmente é replicado de forma quase natural e em inúmeras outras cidades do interior. Atualmente quase todos os municípios têm suas cracolândias com um número de drogados compatível com sua população e se nada for feito a tendência é que seu volume aumente com o passar dos dias.
Sabemos todos que os direitos individuais devem ser preservados, mas o poder público neste caso não deve ter sua ação prejudicada e deve efetivamente agir, pois deixar como está em nada vai mudar a vida destes dependentes.
Apesar das críticas de alguns técnicos e alguns membros dos Direitos Humanos, não se pode negar que para a grande maioria da população da capital paulista a ação mais dura da prefeitura com a apoio da polícia foi algo a ser comemorado.
Coloquemo-nos na posição dos moradores da região central da capital onde está concentrado o grupo de usuários. A vida destes moradores praticamente foi virada de ponta cabeça com a presença deste grupo de pessoas que é sabidamente agressivo, principalmente para manter seu vício. Se perguntarmos a qualquer brasileiro se ele quer ter na rua de sua casa um grupo como os destes viciados eles dirão um não dos mais incisivos. Portanto, apesar de algumas ações serem até mais brutas não há outra forma de tratar este tipo de problema senão da maneira que foi feita recentemente na capital paulista.
Ou se enfrenta o problema com firmeza ou se perde o controle como ocorria até pouco tempo atrás. Então só resta uma alternativa as gestores agir e agir!









