Na eleição do ano passado os brasileiros tinham grande expectativa de que o próximo presidente da República, a ser eleito democraticamente, teria a força política para implementar as reformas tão necessárias que recolocariam o país no rumo do desenvolvimento.
Apesar de sabermos que o presidente eleito viria com grande força por ter sido vitorioso na eleição e por estar respaldado por milhões de votos, as dificuldades para conseguir implantar as reformas eram consideradas imensas.
No quesito reformas o vitorioso na eleição de 2018 e atual presidente Bolsonaro parece que está tendo um relativo êxito, é verdade que em grande parte pelo apoio do Congresso Nacional já que deputados e senadores cumpriram com sua obrigação de votar temas espinhosos. Foi aprovada a reforma da Previdência Social, iniciaram-se as discussões para a reforma tributária e estão sendo encaminhados outros temas importantes para recolocar o país no rumo do crescimento.
Apesar deste relativo sucesso no campo administrativo o presidente Jair Bolsonaro está conseguindo fazer com que seja perdido o êxito na área econômica com sua vocação para criar confusão com suas declarações inapropriadas e que motivam uma crise atrás da outra.
O pior é que nosso presidente parece ter vocação para declarações fortes e que acabam afetando muito a imagem da Nação em todo o mundo.
Falar do pai desaparecido do presidente da OAB, brincar com a beleza física da primeira-dama da França, criticar o pai já falecido da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, falar que o governador do Estado mais importante da Nação antecipa eleição como se tivesse uma ejaculação precoce, são declarações grosseiras que em nada contribuem para a resolução dos grandes problemas que o país enfrenta e não deveriam vir da mais alta autoridade do Poder Executivo Nacional.
Se o presidente quer manter seu estilo de metralhadora giratória atacando a todos, principalmente, a grande imprensa, que o faça, mas poderia muito bem medir um pouco seus pronunciamentos e deixar de lado ataques que motivem desgaste para o Brasil, notada-mente no cenário internacional, pois estas crises desnecessárias afetam o mercado interno impedindo a tranquilidade tão necessária para a retomada da confiança de investidores nas possibilidades de recuperação da nossa economia.
Precisamos agora também torcer para que o presidente reflita um pouco sobre seu comportamento, caso contrário veremos num futuro muito breve uma sequência de debandada de ministros que podem motivar até mesmo uma crise institucio-nal, que é tudo o que o Brasil menos quer e que menos precisa.









