Enquanto em Brasília o Governo de Michel Temer e os deputados da sua base deixam clara a pressa para aprovar as reformas trabalhista e previdenciária, setores da sociedade civil se prepararam para uma greve geral nesta sexta-feira, 28 de abril.
Bancários, professores da rede pública, petroleiros e servidores de várias regiões do Brasil já anunciaram sua adesão à paralisação nacional.
Para além das participações de categorias esperadas, professores de algumas escolas particulares, em São Paulo, no Rio de Janeiro e Fortaleza, se somaram ao protesto, com apoio de parte das diretorias.
“Sabemos que na convocação feita para a paralisação existem diferentes motivações políticas e ideológicas. A pluralidade de opiniões, no entanto, é fundamental para o processo democrático”, escreveu, numa longa carta aos pais, a direção do colégio jesuíta São Luís, instalado em plena avenida Paulista, cuja mensalidade supera os 2.000 reais.
A escola afirma que a greve deve ser tratada como um “fato educativo”, “refletindo sobre o momento histórico pelo qual passamos”.
Em Capão Bonito, a manifestação terá a adesão de sindicatos como o dos Trabalhadores Rurais que durante a semana convocou as pessoas para uma mobilização na rodovia Francisco da Silva Pontes (SP-127).
O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção e Cimento também anunciou apoio à mobilização.
“Não pode ser assim. O trabalhador urbano tem salário, mas a renda do trabalhador rural depende da produção. Além disso, é uma proposta mentirosa, que se ancora num suposto déficit da previdência que na prática não existe. Eles querem fazer ‘terrorismo’, afirmando que aposentados ficarão sem receber”, alegou Araldo Santos presidente do sindicato de Capão Bonito.
Organizada pelas maiores centrais sindicais do país, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical, o ato se voltará contra o combo das reformas da Previdência e Trabalhista proposto pelo Planalto.
No final de março, movimentos de esquerda já haviam ido às ruas contra as reformas em todo o país, em atos que tiveram grande adesão, e que tiveram como foco as reformas e o grito de “Fora Temer”.
O Sindicato dos Professores de São Paulo aderiu à paralisação, o que deve atingir grande parte das escolas particulares do Estado. “Temer quer acabar com os direitos e garantias dos trabalhadores de todas as categorias”, afirma a organização em nota.
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado, que engloba a rede pública, também irá participar.
O Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, também anunciou que vai aderir à paralisação.
O prefeito da cidade de São Paulo, João Dória, do PSDB, informou via redes sociais que servidores municipais que faltarem ao expediente terão o dia descontado, pois o compromisso é servir a população, principalmente a mais carente da capital paulista.
Outros prefeitos de cidades do interior também estão tomando o mesmo procedimento de Dória e já determinaram aos seus subordinados que caso ocorram faltas os servidores terão seu dia descontado.
Para alguns prefeitos de cidades médias e pequenas do interior, alguns servidores estariam usando o pretexto da greve para emendar o feriado de 1º de maio que cairá na próxima segunda-feira.









