A fusão das gigantes do reflorestamento nacional em que a empresa Suzano Celulose acabou assumindo o controle da Fibria Celulose mexeu com o ambiente econômico na cidade de Capão Bonito.
Por ser o município provavelmente o maior produtor de madeira para celulose no Estado, a incorporação já está afetando com a atividade econômica e a geração de empregos local. A recente fusão está vindo acompanhada de mudanças administrativas que estão afetando a vida de dezenas de cidadãos locais que estão perdendo seus empregos e estão sendo forçados a mudar de cidade.
A junção das duas empresas como era esperado implicaria em diminuição de gastos e consequente corte de pessoal. Uma série de demissões, numa empresa grande que atua numa cidade de porte médio, como as que estão ocorrendo em Capão Bonito, altera naturalmente a vida da comunidade local.
A polêmica da incorporação das empresas também traz novamente à tona a discussão sobre a grande ocupação de áreas do município com o plantio de eucalipto para celulose, áreas estas que são as mais produtivas do nosso território e que poderiam gerar uma grande produção agrícola que tem estimulado a economia local.
Já passou da hora em que o município precisa definir uma ação sobre a questão do reflorestamento para celulose e também a grande concentração de terra na mão de um só proprietário que inibe a distribuição de renda no município.
Não pode mais a cidade sacrificar seu desenvolvimento em detrimento do enriquecimento de uma única empresa que está mostrando não ter nenhum compromisso com a cidade e sua gente.
Além do prejuízo econômico com a ocupação de suas melhores terras por uma cultura que não dá retorno econômico e de empregos a cidade, é punida ainda de forma mais dura, pois o reflorestamento para fins de celulose não dá a mínima chance de o município poder agregar valor com aquilo que produz, pois devido uma lei estadual em vigor é proibida a instalação da indústria de celulose na região, portanto, é mais do que válida a intenção de se criar uma lei de ocupação do solo que diminui gradativamente a área plantada de eucalipto dentro do município.
O que não pode se manter mais é o 5º município em extensão territorial do Estado ter sua economia e seu crescimento travado por uma atividade que beneficia somente uma empresa.
O preço que está sendo pago pelos capão-bonitenses é muito alto. Já é hora de romper com estas correntes que prendem o desenvolvimento do município, pois já é hora da cidade pensar em seus verdadeiros interesses e se libertar deste inimigo que asfixia há décadas a cidade com seu mar verde de eucaliptos.









