Uma esperança

O município de Ribeirão Grande recebeu há alguns dias, juntamente com outras cidades da região, a visita do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima.

A vinda de um secretário de Estado é sempre importante, principalmente para cidades pequenas e médias como as da nossa região, pois isto mostra que pelo menos ao fazerem um contato mais próximo as autoridades estaduais poderão ter uma noção mais clara dos problemas que afetam cada localidade.

No caso da visita do secretário de Desenvolvimento Econômico em Ribeirão Grande, apesar de ele ter explanado sobre os projetos do governo do Estado para fomentar o crescimento regional em diversas partes do território paulista, o município ribeirão-grandense tem uma peculiaridade que afeta outros municípios como Capão Bonito.

Trata-se do caso do fechamento da fábrica de cimento do Grupo Votorantim, que começou a funcionar na década de 70 do século passado e que está desativada desde 2015, gerando com isso um impacto sem precedentes nos municípios do sudoeste.

Pelo menos desta vez o secretário se inteirou sobre a questão mineral que afeta a cidade e cientificou-se de que é necessária a presença do governo estadual para a resolução dessa questão que afeta sócio e economicamente as cidades do entorno.

Desde 2015, quando o Grupo Votorantim decidiu paralisar a unidade para privilegiar outras fábricas que considera mais rentáveis, a cidade de Ribeirão Grande sofreu um baque econômico que afetou tanto a prefeitura local como dezenas de famílias de Ribeirão Grande e Capão Bonito.

Se o governo do Estado realmente quer contribuir para que a região se desenvolva, o primeiro passo é unir forças com os municípios e buscar uma solução para que uma área estratégica, como a fabricação de cimento, seja reativada.

Numa negociação como esta, onde se tem de um lado uma grande indústria e de outro uma pequena cidade, o apoio do governo do Estado pode fazer toda a diferença, pois do que adianta essa riqueza mineral que tem capacidade de exploração por 200 anos se ela está sem ser explorada há 10 anos.

Que a visita do secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico abra os olhos do governo do Estado sobre a importância que ele tem em apoiar a retomada das atividades cimenteiras no município.

Talvez tomar conhecimento da situação ainda seja pouco, mas com certeza é uma esperança para que a região possa retomar uma atividade que gerou riquezas e distribuição de renda por muitos anos para Ribeirão Grande e Capão Bonito.

É pelo menos uma esperança!

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