Por nove votos a zero, o vereador Gilmar Rosa perdeu seu mandato.
A sessão de julgamento que aconteceu no último dia 29/11, durou cerca de três horas.
Entre os nove vereadores que votaram favoráveis a cassação de Gilmar estavam Francisco Lopes, Ronaldo Danilo, Renato Vieira Cassu, Celso Caiubi, Estefano Spaluto, Dorival Soares, Lorevilson Cavalcante e Rafael Comeron.
Os vereadores Reginaldo Correa e Joaquim Fonseca não participaram.
O relatório da Comissão Processante, que apurou irregularidades cometidas pelo ex-vereador, enquanto presidente do Legislativo, contra funcionários, foi lido durante a sessão.
Os vereadores Francisco Lopes, Rafael Comeron, Celso Caiubi e Lorevilson Cavalcante, expuseram seus pontos de vista quanto ao que foi apontado pelo documento, e no discurso já sinalizaram o voto favorável a cassação. Cada um deles teve 15 minutos para falar.
O advogado da funcionária Amanda Regina – que deu início às denúncias de coação, humilhação e perseguição junto ao Ministério Público – dr. Paulo de La Rua falou no lugar de sua cliente, que preferiu não participar da sessão por medo de represália, ilustrou os acontecimentos, reforçando as acusações e disse ainda, que a causa não era apenas de sua cliente, mas em nome de todos os funcionários públicos que sofrem com assédio moral e pediu imparcialidade dos vereadores na hora da votação.
Na sequência o julgado Gilmar Rosa e seu advogado tinham juntos duas horas para a defesa, porém, somente Gilmar falou.
Em sua fala alfinetou alguns colegas vereadores, entre eles, Celso Caiubi e Chico Lopes, o funcionário Antônio e o advogado de Amanda, dr. Paulo de La Rua.
Justificou-se em vários momentos, desmentiu relatos das acusações e pediu perdão a todos que pudesse ter ofendido.
Ao citar um trecho de sua vida pessoal, Gilmar emocionou-se enquanto relatava sobre sua mãe.
A defesa de quase duas horas, não convenceu os vereadores, que ao término dela, iniciaram a votação que deu um fim definitivo as atividades parlamentares de Gilmar Rosa.









