Vikings

Ufa! Parte do meu sistema neurológico já estava se acanhando por falta de vitaminas, principalmente aquela que se alimenta de informações culturais.

10 meses sem consumir as obras da Netflix nos trazem prejuízos financeiros e geram déficits de conhecimento. Alguém, como eu, refletiu sobre o privilégio de, num simples aperto no controle remoto, termos acesso a uma locadora inteira de filmes? Opa, não existe mais locadoras? Elas permanecem vivas, não com o romantismo de antes, que foi substituído pela praticidade.

Naveguei por alguns minutos na plataforma da Netflix e optando pela adrenalina das temporadas 5 e 6 dos Vikings, infelizmente já sem o Ragnar Lodbrok.

Além da beleza feminina que enaltece o seriado, o enredo também é atraente. Nas raras cenas brandas, nos chama a atenção os diálogos sobre as diversificadas estratégias para as conquistas dos reinados.

E entre espadas, escudos, tranças, tatuagens e sangue, os reis territoriais, liderados pelo rei Olaf, se unem para a escolha de um Rei de toda a Noruega.

O processo eleitoral é conduzido pelo próprio Conde Olaf, que arquitetou o projeto para conduzir ao trono o filho mais velho de Ragnar, Bjorn Ironside.

A eleição foi até certo ponto “democrática”, com quatro candidatos e diante de uma grande plateia. Cada um dos concorrentes era representando por disco e cor, e o voto era nominal e explícito.

Os reis-eleitores escolhiam o disco e em voz alta, expressavavam o voto. No fim, deu zebra, e o arquirrival da família de Ragnar, rei Haroldo, acabou se tornando o Rei Mor do território norueguês.

Da Netflix para a vida real, tivemos eleições dos presidentes de Câmara em todo país, e pelas redondezas do sul paulista, a seleção do candidato à Presidência do Legislativo foi, acreditem, através da técnica de dois papeizinhos amassados.

A eleição para o reinado da Noruega foi no ano 1.000 d.C.

Francisco Lino é jornalista.

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