A Prefeitura de Capão Bonito, por meio de parceria entre as Secretarias de Desenvolvimento Social e Educação, criou o projeto “Escola Afetiva”, que visa identificar e intervir em casos de alunos, crianças e adolescentes, com distúrbios psicológicos e conflitos familiares.
O lançamento oficial do projeto aconteceu na quarta-feira, dia 15, na Escola Municipal Maria da Conceição Lucas Mieldazis, que será piloto do programa, e contou com a presença do prefeito Marco Citadini, do secretário de Desenvolvimento Social Erivaldo Rodolfo, do secretário de Educação Wagner Antônio dos Santos, da diretora da unidade escolar Tânia Cacciacarro, professores, alunos e dos idealizadores, o psicólogo Marcelo Arruda e a assistente social Camila Camargo.
Para a criação do projeto, os idealizadores levaram como princípios as queixas reiteradas da população e dificuldade de acesso a serviços de psicologia voltados a conflitos familiares e transtornos psicológicos em jovens e crianças, os crescentes encaminhamentos das escolas e do Conselho Tutelar apontando envolvi-mento constante de seus alunos com problemas de indisciplina, uso de entorpecentes e outros relacionados com desestruturação familiar, a crescente onda de violência e suicídios cometidos por jovens e crianças, entre outros.
“O programa irá implantar no município uma rede, objetivando a identificação e rápida intervenção diante de casos relacionados a transtornos psicológicos, violência, uso de drogas e outras demandas relacionadas. O trabalho consistirá em realizar grupos nos bairros rurais e escolas do município, oferecendo atividades de cunho psicossocial. Paralelo a isso, o projeto identificará alunos que já passaram por problemas e realizará intervenção individual e familiar”, explicaram Marcelo Arruda e Camila Camargo que atuam também no CRAS volante.
Conforme afirmaram também, os casos que demandarem maior atenção serão encaminhados a grupos criados especificamente para este fim no CRAS, no CREAS e saúde mental do município, quando necessário.
O projeto também capacitará professores e funcionários das escolas, para saberem identificar e realizar o primeiro acolhimento e devido encaminhamento quando se depararem em sala de aula com alunos vivenciando algum problema.
“A capacitação será realizada por meio de formação de grupos para troca de experiência e treinamento. Um dos objetivos é criar nas escolas, um ambiente propício a livre expressão dos alunos, em que se habituem a falar de seus problemas sem constrangimento quando necessário e tenham em cada escola uma pessoa de referência para buscar em caso de necessidade”, alegaram os idealizadores.
O planejamento inicial é de destinar 16 horas semanais para a realização do projeto, sendo oito horas no período da manhã e oito no período da tarde.
Por fim, Marcelo Arruda e Camila Camargo ainda destacaram que a implementação do projeto, alcançado seus objetivos, fará de Capão Bonito uma referência no que se refere ao enfrentamento de problemas contemporâneos graves relacionados a transtornos mentais, violência, desestrutura familiar e outros.
O prefeito Marco Citadini elogiou a iniciativa das duas secretarias. “Parabenizo as Secretarias de Desenvolvimento Social e Educação pela união e realização do projeto e aos idealizadores, Camila Camargo e Marcelo Arruda. Esse trabalho irá acompanhar os estudantes que mais precisam de apoio psicológico para que possam vencer as dificuldades e para que a vida escolar e familiar fiquem em harmonia, evitando casos de violência e transtornos”, finalizou.
O chefe do Executivo disse que o município está dando um exemplo e que Capão Bonito está dando uma resposta ao grave caso que ocorreu na cidade de Suzano fazendo a sua parte ao trazer um programa novo para acolher casos de alunos que precisam de uma atenção especial.
Segundo o prefeito, o programa Escola Afetiva priorizou a escola Mieldazis devido as demandas apresentadas pela direção da escola e por levantamentos feitos pelas Secretarias de Desenvolvimento Social e de Educação.
“A união das duas Secretarias foi importante para realização deste projeto de acolhida. Vamos começar pela escola Mieldazis e depois vamos fazer uma avaliação dos resultados e tentaremos levar a outras unidades municipais. Importante que estamos colocando nossa estrutura de CRAS, CREAS e Casa do Adolescente para trabalhar neste programa inovador”, enfatizou o prefeito.









