O governador João Doria anunciou no dia 24, que a retomada de aulas presenciais em todos os níveis de ensino das redes pública e particular está prevista para o dia 8 de setembro.
Na primeira de três etapas, as salas terão ocupação máxima de 35%, com revezamento de estudantes durante a semana e sob rígidos protocolos de segurança definidos no Plano São Paulo de indicadores de saúde.
“O Governo de São Paulo apresenta um plano consolidado, gradual, cuidadoso e seguro de volta às aulas. Todas as decisões serão compartilhadas com o Comitê de Saúde para garantir prevenção e segurança a alunos, professores e funcionários das redes pública e privada de ensino. Será uma volta gradual e responsável que tem como princípio fundamental garantir a saúde e a vida dos alunos e profissionais de Educação”, afirmou Doria.
Segundo o prefeito de Capão Bonito, Marco Citadini, e o secretário de Educação, Wagner Antonio Santos, há consenso que o cronograma de reabertura das escolas esteja diretamente condicionado às fases de flexibilização do Plano São Paulo. Ou seja, a retomada das aulas presenciais só vai acontecer se Capão Bonito estiver de fato com comprovação em relatórios e números na etapa amarela – a terceira menos restritiva segundo critérios de capacidade hospitalar e progressão da pandemia – por 28 dias consecutivos.
O prefeito e o secretário deixaram claro que a retomada das aulas será feita em sintonia com a Secretaria Estadual de Educação.
Na quinta-feira, 02, haviam sido registrados 146 confirmados o que no entender das autoridades não permite a retomada presencial das aulas no município.
“É preciso achatar a curva de contaminação em Capão Bonito. Teremos os meses de julho e agosto para fazer as avaliações a cada ciclo de 15 dias. Essa retomada das aulas também será em etapas”, destacou o prefeito Marco Citadini, que vem embasando as ações nos relatórios da Secretaria Municipal de Saúde.
O programa para retomada das aulas presenciais do Governo do Estado foi detalhado pelo secretário de Estado da Educação, Rossieli Soares. Ele se recupera em casa após ficar internado por complicações decorrentes da Covid-19 e fez uma apresentação via teleconferência que foi acompanhada pelo secretário municipal de Educação de Capão Bonito – Wagner Antonio dos Santos.
“Ao analisar o programa de retomada, concordo com o Governo do Estado que aponta que após a pandemia, a Educação será ainda mais importante em todas as suas dimensões, do Ensino Infantil ao Superior e Complementar. Por isso, o plano de retorno é tão importante, com segurança e dentro do que é estabelecido pelas autoridades de saúde. Nos próximos dias nossa equipe técnica irá se dedicar a analisar as ações, protocolos e se posicionar para essa retomada, até porque temos convênios de transporte e alimentação com o Governo do Estado. Mesmo com a possível retomada iremos manter a nossa plataforma on line que vem funcionando muito bem graças ao empenho de supervisoras, diretores, vices, coordenadores e professores”, frisou Wagner Santos.
O Governo do Estado estima que o sistema educacional paulista envolva 12,3 milhões de alunos da Educação Infantil, Básica, Superior e Profissionalizante, além de 1 milhão de professores e demais profissionais. A partir de 8 de setembro, cada escola poderá trabalhar com até 35% da capacidade total em sala de aula.
Em Capão Bonito a logística já está sendo estudada para as escolas estaduais Raul Venturelli, João Baptista do Amaral Vasconcellos, Padre Arlindo Vieira e Distrito do Turvo dos Almeidas, além de Escola Técnica Dr. Celso Charuri e Faculdade de Tecnologia, ambas coordenadas pelo Centro Paula Souza. Para exemplificar, no plano de retomada do Estado uma unidade escolar com mil estudantes, somente 350 poderão ter aulas presenciais a cada dia, enquanto que os demais continuarão a cumprir atividades remotas.
Cada escola deverá definir o revezamento de alunos, e cada estudante deverá ter ao menos um dia de aula presencial por semana.
A definição do revezamento levará em conta a capacidade física de cada unidade escolar. As instituições de ensino ou rede terão autonomia para escolher as melhores estratégias junto com a comunidade escolar ou acadêmica.
As prefeituras são autônomas para regulamentar o plano de retomada a partir do dia 2 de julho.
Evolução de etapas
Na segunda etapa, a previsão é que até 70% dos alunos poderão voltar às escolas.
A meta será cumprida se ao menos 10 dos 17 Departamentos Regionais de Saúde do Estado permanecerem por 14 dias consecutivos na Fase Verde – quarta etapa com restrições mais brandas – do Plano São Paulo.
Para chegar à terceira etapa, que vai englobar 100% dos alunos, será necessário que ao menos 13 dos 17 Departamentos Regionais de Saúde estejam por outros 14 dias na Fase Verde. Se uma região regredir para as fases mais restritivas – Vermelha e Laranja – 1 e 2, consideradas de alerta máximo e controle – a reabertura das escolas será suspensa em todas as cidades daquela área.
A educação complementar, que abrange cursos livres e não é regulada pelo Estado, seguirá o faseamento regionalizado do Plano São Paulo. Assim, o funcionamento de escolas de idiomas, música e atividades diversas já está autorizado nas regiões que atingirem os indicadores de saúde exigidos para classificação na Fase Amarela.
Protocolos de segurança
As escolas deverão obedecer a rígidos protocolos de segurança para a reabertura. Entre eles, estão o distanciamento de 1,5m entre as pessoas, inclusive na sala de aula, com exceção da Educação Infantil; recreios e intervalos com revezamento das turmas em horários alternados; horários de entrada e saída escalonados para evitar aglomerações; veto a feiras, palestras, seminários e competições esportivas.
Medidas específicas de higiene pessoal também devem ser adotadas nas escolas, como distribuição de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para professores e funcionários, uso obrigatório de máscara nas instituições de ensino e no transporte escolar, fornecimento de água potável em recipientes individuais e higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel.









