O Jornal O Expresso fez esta semana uma matéria baseada em dados disponíveis no site do IBGE com os números do Censo realizado em 2022 e que mostram que a região Sudoeste do Estado continua atrasada em comparação as demais localidades do território paulista.
De acordo com os números do Censo no quesito renda média do trabalhador em salários mínimos, as cidades da região de Itapeva estão bem abaixo do restante da maioria dos outros municípios bandeirantes.
Os trabalhadores formais de Capão Bonito, por exemplo, recebem uma média 1,9 salário mínimo por mês, em Guapiara este número também é de 1,9, em Ribeirão Grande e Buri a média é ainda menor, 1,8 salário mínimo por mês por trabalhador registrado.
Na cidade de Sorocaba, a média salarial do trabalhador é bem superior, atingindo de 3,1 salários mínimos por mês, em Campinas, que é uma região das mais industrializadas de São Paulo, a média de salários do trabalhador é de 3,8 salários mínimos mensais e na capital paulista essa média é ainda maior chegando a 4,4 mês.
Mesmo cidades maiores da região, como Itapeva e Itapetininga, também têm médias baixas se comparadas com outros municípios de São Paulo. As duas cidades, que são as mais populosas da região, têm uma média de 2,1 salários mínimos por mês de cada trabalhador formal e até localidades do Vale do Ribeira, como Pariquera-Açu e Cajati, têm médias maiores com 2,4 e 2,6, respectivamente, de salários mínimos mês.
O melhor resultado da região está na cidade de Nova Campina, que tem uma média de 3,0 salários, esse índice é alcançado pelo fato da cidade não ser muito populosa e ter uma unidade industrial de celulose no município e que gera empregos com boa remuneração, em seguida vem a cidade de Itaóca, com média de 2,5 salários por mês, que também tem a mesma característica, pois é de população pequena e tem um razoável número de trabalhadores na fábrica de cimento do grupo Camargo Correa, que tem suas jazidas no município.
Para especialistas ouvidos pelo O Expresso, esses números baixos de distribuição de renda para trabalhadores formais se devem a baixa presença industrial na formação do PIB dos municípios do Sudoeste Paulista, já que a indústria paga melhores salários do que outros segmentos econômicos, como agricultura e comércio.
“A nossa região tem pouca presença industrial e isto se reflete nos índices salariais e de distribuição de renda. Basta que façamos comparações como esta que é proporcionada pelos levantamentos feitos pelo Censo do IBGE e constataremos que é necessário urgentemente termos uma política pública regional de incentivo à industrialização, caso contrário, ficaremos sempre nas últimas colocações”, disseram os especialistas.
A falta desta política de fomento à presença de indústria se reflete em outros números, as cidades do Sudoeste são as que menos crescem populacionalmente no Estado de São Paulo, o que seria reflexo da falta de oportunidade de empregos para os jovens que acabam deixando a cidade assim que concluem o Ensino Médio.









