Isto é democracia

Na semana passada este jornal fez um levantamento de todas as pré-candidaturas, tanto a deputado federal como a deputado estadual na região, para fazer uma análise das possibilidades na eleição deste ano.

Ao todo, estão praticamente certas pelo menos uma dúzia de candidaturas nas cidades da região, com maior ênfase para candidaturas das cidades de Itapetininga e Itapeva, que além de serem as duas maiores do Sudoeste, também são os municípios como maior número de eleitores.

Primeiramente, é legítimo que os postulantes a uma cadeira na Câmara Federal ou a uma vaga na Assembleia Legislativa entrem na eleição reivindicando ser o representante da região.

Importante lembrar que entre essas mais de uma dúzia de pré-candidaturas, existe apenas um dos postulantes que é candidatado à reeleição, o que mostra que a taxa de sucesso não é das mais altas para os políticos das nossas cidades.

O Sudoeste Paulista sempre teve dificuldades em ter representantes eleitos na assembleia paulista e na Câmara Federal e isto ocorre desde que o país passou a ter eleições livres, na década de 50 do século passado.

Esporadicamente Itapetininga ou Itapeva tinham representantes, mas estes mandatos não se sustentaram por muitos anos, se mostrando sem muita longevidade e sem muito crescimento no cenário político.

Mas o nó da questão da pequena representatividade da região Sudoeste está ligado a dois fatores muito claros, primeiro o pequeno número de eleitores e segundo a falta da criação de distritos eleitorais. Sem uma reforma eleitoral que possibilite que seja implantado o voto distrital, mesmo que seja misto, a região sempre irá ter dificuldades para conseguir ter um representante no Legislativo.

Isso porque com o número pequeno de votos que temos, mais a presença de candidatos de outras regiões, o Sudoeste sofre impacto muito mais expressivo quando milhares de votos são dados para políticos de outras partes do Estado.

Este fenômeno também existe nas demais regiões do Estado, mas por exemplo, numa região como a de Campinas ou de São José dos Campos, onde a densidade populacional e consequente número de eleitores é muito maior, os votos tirados por candidaturas de outras localidades é muito menos impactante.

Muitos dirão que seria necessário que os políticos locais se unissem, mas isto é utópico, até mesmo pelo momento de polarização e radicalização política pelo qual passa o Brasil.

O importante em se ter uma dúzia de postulantes as vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal é que teremos candidatos de todas as linhas políticas, sejam de direita, centro ou esquerda e, acima de tudo, felizmente continuamos vivendo numa democracia, embora alguns tenham tentado dar um golpe de Estado e foram merecidamente punidos por este crime.

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