Governo mobiliza R$ 60 milhões para pesquisas sobre saúde menstrual, dor pélvica e endometriose

O Governo do Brasil vai destinar R$ 50 milhões para pesquisas e desenvolvimento de tecnologias voltadas à saúde menstrual, à dor pélvica e à endometriose. A iniciativa contará ainda com R$ 10 milhões em recursos do Instituto Alana, totalizando R$ 60 milhões em investimentos, para fortalecer a produção científica e ampliar o desenvolvimento de soluções aplicáveis ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Os recursos federais serão destinados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os projetos serão selecionados por chamada pública lançada pelo Conselho.
Para a chamada pública do CNPq, as propostas deverão se encaixar em um dos cinco eixos temáticos: causa e prevenção; diagnóstico; tratamento; biorrepositório (reservatório de materiais biológicos, utilizado em pesquisas específicas); e impacto social.
As pesquisas deverão contribuir para reduzir lacunas de conhecimento sobre a endometriose, doença crônica ainda subdiagnosticada, que afeta cerca de uma em cada dez meninas e mulheres e pode levar anos para ser identificada.
De acordo com Ministério da Saúde, a endometriose e as dores pélvicas afetam milhões de brasileiras, impactam a qualidade de vida, a permanência na escola, a produtividade no trabalho e a saúde mental.

“O Ministério da Saúde está muito satisfeito com essa parceria porque vamos tratar de um tema pouco debatido, inclusive no Sistema Único de Saúde. Nós temos o compromisso de construir uma política pública robusta para as mulheres”, disse o ministro Alexandre Padilha (Saúde).
Os dados ajudam a dimensionar o desafio que a iniciativa busca enfrentar. Estima-se que 8 milhões de brasileiras em idade reprodutiva convivam com endometriose — entre elas, há 2 milhões de adolescentes. Apesar da alta prevalência, a condição permanece subdiagnosticada e subtratada, com atraso médio de 7 anos para o diagnóstico.

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