O preço de não se curvar

Com a eliminação do Brasil na Copa do Mundo de futebol e o final da competição que ocorre neste domingo, o país e a grande mídia voltam a discutir temas que não são só relacionados ao esporte mais popular da nação, mas passa a dar destaque as questões econômicas e políticas que afetam diretamente a vida dos brasileiros.

Nesta semana, o governo americano anunciou uma tarifa extra para alguns produtos brasileiros, principalmente aqueles que não causem desconforto ou geram aumento de preço para os consumidores americanos.

Então foram taxados milhares de produtos, principalmente aqueles produzidos pela indústria brasileira, como calçados, papeis, peças automotivas e muitos outros itens.

Apesar de o governo americano negar, nitidamente essa nova taxação aos produtos brasileiros tem um viés político, pois todos sabem que o atual governo do presidente Trump espera que nas eleições brasileiras de outubro, o candidato da família Bolsonaro seja eleito, para que com essa vitória, o Brasil fique literalmente de joelhos aos Estados Unidos.

Também não é segredo para ninguém que membros da família do ex-presidente, que está preso por tentar dar um golpe de Estado após perder as eleições, foram até seus aliados do governo norte-americano, para pedir retaliações ao seu próprio país, numa atitude de verdadeiros traidores da pátria e não de patriotas

Parentes do ex-presidente chegaram até mesmo a concordar com as críticas americanas ao PIX, que é um instrumento criado pelo Banco Central brasileiro, no governo do ex-presidente Michel Temer, e que é um sucesso de aceitação em todo o país.

Trazendo o tema para nossa região, que é amplamente produtora agrícola, esse atrito comercial com os norte-americanos em nada afeta a vida dos moradores do sudoeste e de nossas atividades comerciais. Teríamos problemas sim, se tivermos no Palácio do Planalto um governante que brigue com os chineses, que são os grandes clientes daquilo que é produzido na região.

O que os americanos querem é influenciar a eleição, para que ajudem a eleger no Brasil um governo que seja um vassalo dos Estados Unidos, o que esperamos que nunca ocorra, pois uma nação do porte do Brasil não pode se curvar a nenhuma outra e deve exigir respeito de outras nações, como deve respeitar os outros países do mundo, sejam eles pobres ou ricos.

Essa postura de defesa dos interesses nacionais e da nossa soberania é o que esperamos do atual governo e do futuro governo a ser eleito em outubro próximo.

Por enquanto vamos pagando um alto preço por não nos curvarmos, mas o mais importante é que seja quem for o futuro presidente, ele pense de verdade que o Brasil deve estar acima de tudo!

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