A obra de construção da nova escola municipal na região central de Capão Bonito, situada em terreno que fica na esquina das ruas Gustavo Sampaio e Bernardino de Campos, completou no mês de março deste ano, seu terceiro aniversário de paralisação.
O contrato com a empresa TCI Projetos e Construções, da cidade de Macapá, no Estado do Amapá, foi rescindindo através do decreto municipal nº 058, de 18 de abril de 2024, após a própria prefeitura constatar, através dos engenheiros responsáveis pela obra, de que ela estava paralisada desde 20 de março de 2023.
No decreto, o prefeito autoriza a convocação da segunda colocada na concorrência pública 02/2022, já que o processo licitatório comprometia valores do Fundeb no orçamento municipal dos anos de 2022 e 2023.
Apesar da determinação para chamar a segunda colocada, não há nada oficial que indique que outra empresa foi chamada para concluir a obra, que inicialmente tinha um custo de R$ 12.259.982,61. Deste valor foram pagos pelos serviços de terraplanagem e construção de muro de arrimo para a TCI R$ 2.039.989,96, o que corresponde a 18% do valor da obra.
A construção da escola na região central sempre foi polêmica, gerando diversas críticas por parte da oposição local, já que o terreno para sua construção foi desapropriado por 2,3 milhões de reais em outubro de 2021, numa operação, que entre a avaliação a até a quitação, demorou pouco mais de 30 dias.
Na época, a administração municipal dizia que a construção da nova escola era justificável pela existência de demanda de vagas, o que sempre foi contestado por alguns servidores da Secretaria Municipal de Educação, que afirmam que existe demanda por vagas em escolas municipais, mas em alguns bairros da periferia.
Apesar dessa contestação, a prefeitura levou em frente a intenção de construir a nova escola ao contratar a empresa TCI para construção modular no estilo steel frame e a obra deveria ser concluída em outubro de 2023, o que nunca ocorreu.
Passados estes mais de 3 anos da obra paralisada, ela tem causado problemas na vizinhança, pois como a obra estava abandonada acabou ocasionando infiltração de águas das chuvas no muro que faz divisa do terreno com outros imóveis da redondeza. Algumas casas acabaram tendo rachaduras e tiveram que ser interditadas e outras residências tiveram parte danificada pelo abandono da obra.
Além das casas danificadas, inclusive com constatação por laudos de técnicos da prefeitura, o pavimento das ruas Gustavo Sampaio e Bernardino de Campos, nas proximidades da obra, também foram danificados pela infiltração de águas pluviais na obra e tiveram que ser refeitos pela Secretaria de Obras do município.
Enquanto a prefeitura não dá uma solução para obra, a primeira certeza sobre essa polêmica construção pode ser confirmada, a de que não havia necessidade emergencial de se construir uma nova escola na região central por demanda de vagas, até porque desde a desapropriação do terreno já está se passando quase 5 anos e não há notícias que crianças da região central da cidade estejam sem vagas nas escolas municipais.









