Um requerimento de autoria do vereador e presidente da Câmara de Capão Bonito, Alan Senciatti, do PL, gerou muita polêmica e foi alvo de acalorada discussão na sessão do Legislativo da última segunda-feira, dia 03.
É comum na volta do recesso de meio de ano, as sessões serem mais longas devido as demandas represadas que são trazidas pelos edis, no caso específico, o presidente da Casa de Leis pediu através do requerimento de número 052/2026 e com base no artigo 65, em que a prefeitura tem um prazo de 15 dias para resposta, várias informações e de forma detalhada sobre obras de recape de diversas ruas do município.
Usando a palavra, o vereador Daan Cabeleireiro disse que ele e os demais colegas são questionados pela população sobre obras, como a do parque linear da avenida João Antunes Rodrigues, que recebeu recursos do FID após gestão do deputado estadual Carlão Pignatari, e também de várias ruas da cidade que estão precisando de reparo, como a Jair Gomes, na Vila Cruzeiro.
A obra do parque linear tem uma placa colocada no local que informa que o custo da obra será de R$ 898.100,00, que tem como empresa responsável a Céu Azul e que deveria ter começado em 24 de janeiro de 2026 e com prazo de conclusão de 24 meses.
Outra obra contestada que foi cobrada pelos vereadores diz respeito a pavimentação asfáltica de 23 ruas em bairros como Nova Capão Bonito, Vila Aparecida, Jardim da Amizade, Jardim Alvorada, Jardim Cruzeiro e Terras do Embiruçu. Essa obra também tem como executora a empresa Céu Azul Terraplanagem e Pavimentadora, desta vez com um valor R$ 4.475.000,00 e deveria ter sido iniciada em 23 de fevereiro de 2026, com prazo de conclusão de um ano.
Moradores de uma das ruas beneficiadas inclusive enviaram vídeo para o jornal O Expresso questionando a demora no início das obras, pois há muito tempo pedem a recuperação da via.
Na discussão sobre a obra foi lembrado uma recente denúncia feita por um comunicador de Itapeva sobre o elevado valor gasto pela prefeitura com materiais para recuperação de estradas rurais.
O clima ficou quente quando o vereador Fio Londrina, do PL, e fiel aliado do prefeito começou a usar a palavra. O vereador disse que as informações sobre o caso do comunicador de Itapeva tinham saído de dentro da Câmara e falou que este atual Legislativo tinha o maior índice de traíras que ele tinha visto em sua carreira política de 30 anos. O termo traíra significa no jargão popular e político pessoa falsa, desleal, traidora e não confiável.
Na discussão foi comentado que a empresa vencedora no caso das duas obras teria vencido o processo licitatório e logo em seguida solicitou realinhamento de preços e que a prefeitura não teria concordado e por isso a demora da realização da obra.
Resta agora esperar pelas respostas que devem ser enviadas pela prefeitura para que os vereadores possam informar a população.
Nas redes sociais dos vereadores que defenderam o requerimento, tiveram muitos elogios de moradores que comemoraram o fato de que a Câmara está felizmente cumprindo com o seu dever de fiscalizar, coisa que estava restrita somente ao vereador Daan Cabeleireiro nos últimos anos.










