Viticultura pode ser uma alternativa para produtores da região

A viticultura – cultivo de uvas e fabricação de vinho – pode ser uma boa atividade econômica alternativa para produtores da região sudoeste. Uma palestra realizada pelo Centro de Engenharia e Automação-CEA/IAC no Centro de Convenções em Capão Bonito destacou este potencial e apresentou um interessante trabalho a produtores da cidade na última terça-feira, 25/04.

A viticultura no Brasil ocupa uma área de 63.816 ha, segundo o IBGE. Situa-se entre o paralelo 30°S, no Estado do Rio Grande do Sul, e o paralelo 9°S, na Região Nordeste do país.

Em função da diversidade ambiental, existem polos com viticultura característica de regiões temperadas, com um período de repouso hibernal definido , polos em áreas subtropicais onde normalmente a videira é cultivada com dois ciclos anuais, definidos em função de um período de temperaturas mais baixas no qual há risco de geadas; e polos de viticultura tropical onde é possível a realização de podas sucessivas, com dois e meio a três ciclos vegetativos por ano.

Embora a produção de vinhos, suco de uva e derivados da uva e do vinho também ocorra em outras regiões, a maior concentração está no Rio Grande do Sul, onde são elaborados, em média anual, 330 milhões de litros de vinhos e mostos, representando 95% da produção nacional.

No Estado de São Paulo, destacam-se dois polos vitícolas: um na Região Noroeste (Regional Agrícola de Jales), e outro na Região Leste (Regionais Agrícolas de Campinas, Itapetininga e Sorocaba), ou seja, segundo os pesquisadores do IAC, a região de Capão Bonito tem grande potencial para produzir uvas e vinhos.

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