A região Sudoeste do Estado de São Paulo vai às urnas neste domingo na eleição geral não só para escolher o novo presidente da República e governador do Estado, mas também na expectativa de no mínimo manter o número atual de cadeiras na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional.
Atualmente a região tem dois deputados estaduais na Assembleia Legislativa, Edson Giriboni, de Itapetininga, e dr. Ulysses, de Itapeva, ambos do PV, e um deputado federal, Guilherme Mussi, do PP de Capão Bonito.
Todos os três atuais ocupantes das cadeiras tentam a reeleição até mesmo o deputado estadual dr. Ulysses que conta mais de 80 anos, mas que está empenhado em um novo mandato.
A região não conta somente com os atuais candidatos deputados, em Capão Bonito por exemplo, terá a candidatura a deputado federal do ex-presidente do Rotary engenheiro Cláudio Farias, mas o maior número de candidatos em cidades da região tem como domicílio Itapeva, que terá a vereadora Débora Rodrigues candidata a deputada estadual pelo PSDB, o empresário Ju-nior Schreiner candidato a deputado estadual pelo PSD, o ex-vereador Marmo como candidato a deputado federal pelo Solidariedade e o atual vice-prefeito Mário Tassinari como candidato a deputado federal pelo PDT.
Em Itararé o empresário João Fadel Filho tenta pela terceira vez uma cadeira de deputado, diferentemente das vezes anteriores onde disputou uma vaga de deputado federal, desta vez Fadel Filho é candidato a deputado estadual pelo Podemos.
Em Apiaí o ex-secretário municipal de Planejamento da gestão do ex-prefeito Ari Kinor, Walmor Pontes, será candidato a deputado federal pelo PROS.
Apesar do elevado número de candidatos locais ainda assim vários candidatos de outras localidades estão fazendo campanhas nas cidades da região e devem ficar com um bom percentual dos votos do Sudoeste.
O número grande de candidatos e o fato de estarem concorrendo por coligações distintas não permite que os analistas políticos possam fazer uma previsão sobre quan-tas cadeiras a região garantirá na disputa deste domingo e nem mesmo quantos votos serão necessários para que cada candidato seja eleito.
Por serem detentores de mandato, os atuais três candidatos à reeleição, Guilherme Mussi, Edson Giriboni e dr. Ulysses, teoricamente teriam mais vantagem do que os outros postulantes que tentam a primeira vitória eleitoral.
Auxiliares do deputado federal Guilherme Mussi afirmam que na atual coligação em que disputa um novo mandato, o político do PP precisará no mínimo de 100 mil votos para garantir a reeleição, mas pelo fato de ser presidente estadual do PP o deputado Guilherme Mussi é cotado para se reeleger e ter uma votação expressiva.
Já auxiliares do deputado estadual Edson Giriboni que participa de uma coligação com vários partidos que apoiam a candidatura à reeleição do governador Márcio França, do PSB, acreditam que com 70 mil votos será possível garantir uma cadeira na Assembleia Legislativa, este mesmo número é apontado como a meta a ser atingida pelos aliados do deputado estadual de Itapeva dr. Ulysses que assumiu o mandato no começo de 2017 já que era o primeiro suplente da bancada do PV.
“Estamos trabalhando para o deputado Giriboni repetir a votação da eleição passada e com isso ter mais de 100 mil votos, mas na nossa coligação 70 mil votos deverá garantir uma cadeira na Assembleia para os próximos 4 anos”, disse o secretário de Desenvolvimento Social de Capão Bonito, Erivaldo Lauri Rodolfo, que apoia a reeleição do deputado Giriboni.
Outros candidatos alegam que é possível ter êxito com números dos mais diversos.
Alguns candidatos acreditam que será necessário ter cerca de 40 mil votos para conseguir uma cadeira nos mais diferentes partidos.
Outros acreditam que dependendo do número de votos da coligação será possível se eleger com uma quantidade até menor de votos, o que é considerado muito improvável pelos analistas.
“Acho que nesta eleição talvez os candidatos do PSL possam ter vantagem pelo voto de legenda graças ao fato Bolsonaro e podem até se eleger com menos votos, mas isto é uma incógnita porque depende muito da qualidade de cada chapa de deputado e também de quanto os candidatos majoritários puxarão de votos”, disse o analista político Francisco Lino.









