Deputados da região divergiram em votação da PEC da Blindagem

Os deputados federais que têm atuação na região Sudoeste do Estado tiveram posições divergentes na votação da PEC (Projeto de Emenda Constitucional) que foi aprovado na Câmara Federal na última terça-feira, dia 16, a chamada PEC da Blindagem, que restringe a possibilidade de abertura de processos criminais contra parlamentares sem autorização prévia do Congresso. O texto obteve 353 votos favoráveis, 134 contrários e uma abstenção.

Entre os deputados federais que atuam na região a maioria optou por votar pela aprovação da PEC, sendo eles: Simone Marquetto (MDB); Maurício Neves (PP); Jefferson Campos (PL); Antonio Carlos Rodrigues (PL); Renata Abreu (Podemos). Já os deputados Vitor Lippi (PSDB); Vicentinho (PT); Arlindo Chinaglia (PT), votaram contra a proposta.

A PEC prevê que qualquer denúncia criminal contra deputados e senadores só poderá prosseguir mediante autorização das respectivas Casas, por votação secreta e com maioria absoluta.

Com a emenda, fica ampliado o foro privilegiado para presidentes de partidos com assento no Congresso e reforça imunidades parlamentares desde a diplomação.

Críticos do texto veem risco de aumento da impunidade e esvaziamento da fiscalização judicial sobre crimes envolvendo políticos.

O resultado sinaliza não apenas uma vitória expressiva do centrão e de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas também um embate direto com o Supremo Tribunal Federal, que nos últimos anos tem autorizado investigações e prisões de parlamentares por suspeitas de corrupção, envolvimento em atos antidemocráticos e outros crimes graves.

A proposta ainda precisa passar por um segundo turno de votação na Câmara antes de seguir para o Senado.

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