A votação do 2º turno da eleição presidencial do último domingo deixou alguns indicadores provenientes da acirrada disputa eleitoral no Brasil.
O número de abstenção em todo o país foi bem menor do que em eleições passadas, mostrando que muitos eleitores, que nem eram mais obrigados a votar pela lei, fizeram questão de ir às urnas para votar em seus candidatos.
E o resultado do pleito mostrou que além da diminuição da abstenção também caíram pela metade os votos em branco e também os nulos, evidenciando que realmente a disputa acirrada entre uma candidatura da extrema direita e outro da esquerda estimulou a presença de todos os brasileiros na eleição.
E quem levou a vantagem neste segundo turno das eleições foi o presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva, que venceu a eleição por quase 5 milhões de votos de diferença para o senador Flávio Bolsonaro.
Na nossa região, apesar de Bolsonaro ter vencido na maioria das cidades, sua votação não cresceu em relação ao primeiro turno, já a votação de Lula aumentou consideravelmente em todas a cidades, tanto que no Estado de São Paulo o petista teve nesse 2º turno 2 milhões e 600 mil votos a mais.
A eleição brasileira é o direito que cada cidadão tem com seu voto de escolher quem acha melhor para gerir seu destino, logicamente que as disputas eleitorais geram paixão nos eleitores, mas lamentavelmente nos dias atuais o radicalismo entre direita e esquerda está fazendo com que milhares de pessoas percam a noção do respeito a opinião do próximo.
O nosso sistema eleitoral é um dos mais avançados do mundo, onde o cidadão sabe que sua escolha é secreta e que teremos uma apuração rápida, segura e eficiente. Perder ou ganhar a eleição faz parte da disputa, o presidente reeleito para seu quarto mandato, disputou 7 eleições para presidente da República e perdeu 3 delas e nunca responsabilizou as urnas ou qualquer outra interferência em suas derrotas.
Nas disputas do passado, terminada a eleição nunca se tinha um clima de radicalismo cego como o dos dias atuais, com pessoas fazendo listas e expondo cidadãos e empresas que não votaram em determinado candidato e estimulando demissões, sugerindo boicotes e fazendo ameaças.
Esse comportamento agressivo e que beira a ignorância, nos mostra que vivemos um momento de regressão de civilidade em nosso país. As pessoas precisam aprender que eleição, como campeonato de futebol, só pode ter um vencedor, em nada contribui para o país esse radicalismo fanático.
Daqui a alguns anos teremos novas eleições e esperamos que pelo menos essa parte da população amadureça e perceba que democracia é isso! É, acima de tudo, respeitar as diferenças. E é isso que todos esperam.









