Um triste acidente comoveu a cidade de Capão Bonito esta semana, quando um micro-ônibus de uma empresa do município de Apiaí, contratado pela prefeitura de Capão Bonito, sofreu um grave acidente ao levar pacientes que fazem tratamento oncológico na cidade de Jaú.
O trágico acidente ocasionou a morte de três passageiros e deixou outros 11 feridos, entre as vítimas há uma pessoa que corre o risco de ficar sem andar.
Logicamente que a investigação sobre o caso deve ser feita com rigor para que não fiquem dúvidas sobre os responsáveis pelo ocorrido e obviamente que isso tudo deve ser feito após a devida investigação pelas autoridades competentes, no caso Polícia Civil e Poder Judiciário, até porque a versão do motorista está sendo contrariada por alguns pacientes.
A prefeitura e os vereadores da cidade, mesmo com a investigação correndo por parte das autoridades policiais, devem fazer a parte que lhes cabe que é verificar o contrato da empresa, as condições dos veículos e também dos trabalhadores contratados pela referida empresa de Apiaí, para saber se eles estão tendo as condições adequadas de exercerem suas atividades e, consequentemente, de prestarem um bom serviço à população de Capão Bonito.
O caso do acidente também refletiu politicamente na cidade, principalmente, porque alguns dos passageiros que ficaram feridos reclamaram da falta de apoio por parte da prefeitura. Isso ficou ainda mais evidente quando o prefeito gravou um vídeo dando explicações sobre o caso e ainda fez questão de enfatizar que funcionários da prefeitura estariam dando todo suporte para as vítimas.
Esse vídeo foi desmentido por mais de uma vítima, uma delas até mesmo gravou um vídeo no leito do hospital, essas vítimas disseram que não receberam nenhum apoio que fora informado pelo chefe do Executivo local.
Na realidade, o que as vítimas dessa tragédia e suas famílias sentiram foi a omissão pessoal do prefeito, nessa hora de dificuldade é que vemos a presença de um líder, este caso não era um caso para se delegar tarefas, cabia ao prefeito estar na linha de frente de apoio e depois, sim, poderia delegar tarefas.
Espera-se de um comandante o comportamento corajoso de quem tem a obrigação de liderar, de quem deve estar à frente nos momentos mais difíceis, o atual chefe do Executivo local já havia sido criticado por suas atitudes durante a pandemia de Covid, quando a população sentiu a falta do prefeito na linha de frente.
Novamente agora neste caso do trágico acidente sua inércia foi sentida como uma omissão, quando deveria chamar para si a responsabilidade e mostrar para as vítimas que ele como figura maior do Executivo estava ali para apoiá-las.
Existem momentos que não se pode delegar funções, pois certas omissões são sinal de covardia.









